Recolhimento FGTS: qual é o valor, como funciona, como fazer sem erros

Entenda como funciona o recolhimento FGTS mensal, qual é o valor atualizado e como falhas nesse processo podem prejudicar sua empresa. Veja mais neste artigo!
Sumário
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O recolhimento FGTS é uma obrigação mensal de todas as empresas que contratam trabalhadores com carteira assinada, e faz parte das regras previstas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Apesar de ser um procedimento recorrente, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como ele funciona na prática, quais valores devem ser pagos, quem tem direito ao benefício e o que acontece quando o depósito não é feito corretamente.

Da mesma forma, recentes mudanças na legislação e a implementação do FGTS Digital, em 2024, alteraram rotinas e prazos que empregadores precisam observar com mais atenção.

O fundo é formado por depósitos mensais feitos pelos empregadores, normalmente no valor de 8% do salário bruto de cada trabalhador.

Embora o FGTS seja amplamente conhecido como um recurso disponível em caso de demissão sem justa causa, ele também pode ser acessado em diversas outras situações, como aposentadoria, doenças graves e aquisição da casa própria.

Neste artigo, você vai entender em detalhes como funciona o recolhimento FGTS, os prazos atualizados, quais documentos são necessários, e como a nova plataforma digital tem mudado a forma de lidar com essa obrigação.

Leia com atenção e evite problemas na sua empresa e nos seus depósitos!

O que é o FGTS? Entenda o Fundo de Garantia

O FGTS, ou Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, é uma ferramenta trabalhista criada pelo governo brasileiro em 1966.

Seu principal objetivo é proteger o trabalhador com carteira assinada, garantindo uma reserva financeira em casos de demissão sem justa causa.

O fundo de garantia é constituído com depósitos mensais de 8% do salário bruto do trabalhador, realizados pelo empregador na Caixa Econômica Federal.

Na prática, o FGTS serve como um suporte econômico em momentos críticos, como demissões e aposentadorias.

Além disso, o saldo acumulado pode ser utilizado para financiar a compra da casa própria, proporcionando mais segurança para o associado.

Para menores aprendizes, a alíquota de contribuição é reduzida para 2%, visando facilitar a inserção desses jovens no mercado de trabalho.

Veja mais detalhes sobre o percentual do FGTS na tabela abaixo:

Tipo de Trabalhador Percentual do FGTS
Trabalhadores em geral 8%
Menores Aprendizes 2%

Com uma conta vinculada ao fundo, o trabalhador pode acessar informações sobre seus depósitos e saldos, garantindo maior transparência em sua relação com o fundo de garantia.

O FGTS é um direito de trabalhadores que se encaixam nas normas da Consolidação das Leis do Trabalho, abrangendo diversas categorias e modalidades de emprego.

Importância do FGTS para o trabalhador

A importância do FGTS para o trabalhador vai além de um simples depósito: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço atua como uma reserva financeira em momentos de crise, como a demissão sem justa causa.

Essa proteção garante a segurança financeira necessária nessa época tão complexa, permitindo que o trabalhador tenha um amparo no período de transição até conseguir um novo emprego.

Os benefícios do FGTS também incluem a possibilidade de utilizar os fundos acumulados para a realização do sonho da casa própria.

Muitos brasileiros dependem do FGTS para facilitar a entrada em financiamentos imobiliários, tornando esse recurso um aliado importante na conquista da estabilidade habitacional.

Vale lembrar que o FGTS proporciona diversas opções de saque, especialmente em momentos de necessidade emergencial.

Em situações adversas, como doenças ou outras emergências financeiras, ter acesso a esses recursos pode fazer toda a diferença na vida do trabalhador.

O que é recolhimento FGTS?

O recolhimento FGTS é o depósito mensal que os empregadores são obrigados a fazer em nome de cada trabalhador com carteira assinada.

Esse valor corresponde, em regra, a 8% do salário bruto do empregado e deve ser direcionado para uma conta vinculada na Caixa Econômica Federal, aberta automaticamente no momento da contratação.

Mais do que uma simples obrigação burocrática, o recolhimento do FGTS representa uma forma de garantir ao trabalhador uma espécie de poupança compulsória, que pode ser acessada em momentos específicos da vida profissional ou pessoal, como demissão sem justa causa, aposentadoria, doenças graves, compra da casa própria, entre outras situações previstas em lei.

Empregadores que não realizam o recolhimento corretamente podem sofrer sanções legais, como multas, impedimento de obter o Certificado de Regularidade do FGTS e até ações judiciais movidas pelos trabalhadores prejudicados.

Desde março de 2024, o processo de recolhimento passou a ser feito através do sistema FGTS Digital, que integrou a plataforma ao e-Social e tornou a geração e o pagamento das guias mais ágil, com a possibilidade de quitação via Pix.

Como funciona o recolhimento FGTS?

O recolhimento do FGTS é a contribuição obrigatória que as empresas devem realizar mensalmente, depositando 8% do salário do funcionário em uma conta na Caixa Econômica Federal.

A partir de 1º de março de 2024, o recolhimento FGTS foi integrado ao FGTS Digital, facilitando o processo para mais de 4,5 milhões de empregadores e mais de 50 milhões de trabalhadores.

Com esse novo sistema, a emissão de 7 milhões de guias para recolhimento mensal é feita de forma mais eficiente.

Vale ressaltar que o prazo para o recolhimento mensal do FGTS foi alterado para até o vigésimo dia do mês seguinte ao da competência.

O FGTS Digital utiliza o e-Social como base de dados, assegurando um gerenciamento mais eficaz dos valores a serem recolhidos.

O descumprimento desse prazo impede a emissão do Certificado de Regularidade do FGTS, o que pode trazer sanções para as empresas.

Quem tem direito ao FGTS?

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito de todos os trabalhadores com carteira assinada.

Para entender quem tem direito ao FGTS, o melhor caminho é considerar os requisitos estabelecidos pela legislação brasileira.

Nesse sentido, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina que o empregador deve realizar depósitos mensais correspondentes a 8% do salário bruto do trabalhador.

Os trabalhadores que se enquadram nessa categoria incluem aqueles que atuam sob contrato de trabalho formal, inclusive os empregados domésticos.

Além disso, contratos específicos, como os de aprendizagem, têm regras diferenciadas, com uma alíquota reduzida de 2%.

Para trabalhadores domésticos, o percentual de depósito é de 11,2%, sendo 8% para remuneração mensal e 3,2% para situações de rescisão.

O acesso ao FGTS se aplica automaticamente para contratos firmados a partir de 5 de outubro de 1988. A regra estabelece uma base sólida para a proteção financeira dos trabalhadores.

Em situações como demissão sem justa causa, aposentadoria, e casos de calamidade pública, o saque do FGTS é permitido.

Da mesma forma, a multa rescisória de 40% sobre os depósitos realizados oferece um suporte adicional aos colaboradores em momentos de necessidade.

Como são feitos os depósitos do FGTS?

Os depósitos do FGTS são realizados mensalmente pelos empregadores na conta do trabalhador, que é administrada pela Caixa Econômica Federal.

Como citamos anteriormente, o valor dos depósitos do FGTS corresponde a 8% do salário bruto do funcionário, uma prática que garante segurança financeira ao trabalhador.

Além do salário, os depósitos do FGTS incidem sobre outros valores, como férias, décimo terceiro salário e horas extras.

Em um contexto mais prático, os empregadores devem realizar esses depósitos até o dia 20 do mês seguinte ao mês trabalhado. Caso essa data não caia em um dia útil, o pagamento deve ser antecipado.

Quando e como sacar o FGTS?

O saque do FGTS é uma importante ferramenta para trabalhadores com carteira assinada, permitindo acesso a uma reserva financeira em diversas situações

  • Sendo assim, quando e como dá para sacar o FGTS?

As condições para saque do FGTS incluem situações como demissão sem justa causa, aposentadoria e a compra do primeiro imóvel.

Para solicitar o saque, o trabalhador deve apresentar um documento oficial de identificação com foto, a Carteira de Trabalho e o número de inscrição no PIS/PASEP.

Uma alternativa prática é utilizar o aplicativo do FGTS, que oferece a possibilidade de solicitar a retirada de forma totalmente digital, sem custos adicionais.

O serviço é gratuito e disponibiliza atendimento imediato para consulta de saldo e requisição de saque.

O tempo estimado para o recebimento do FGTS após a solicitação é de até 5 dias úteis. Portanto, quem deseja sacar FGTS deve estar atento ao período de atualização monetária, que ocorre no dia 10 de cada mês.

Vale lembrar que existem diferentes maneiras de acessar os valores do FGTS.

Para saques de até R$ 1.500, o trabalhador pode utilizar caixas eletrônicos ou lotéricas. Já para saques entre R$ 1.500 e R$ 3.000, é necessário fazer uso do Cartão do Cidadão.

Os valores acima de R$ 3.000, por sua vez, devem ser requisitados exclusivamente nas agências da Caixa.

Como realizar o recolhimento FGTS na prática

Realizar o recolhimento FGTS corretamente é uma etapa obrigatória para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados.

O prazo para o recolhimento do FGTS é o dia 20 do mês seguinte ao da ocorrência dos fatos geradores. Se o dia 20 não for útil, o depósito deve ser antecipado para o dia de expediente bancário anterior.

O FGTS Digital, uma plataforma gratuita do Ministério do Trabalho e Emprego, agora facilita esse processo.

Por meio do FGTS Digital, os empregadores podem gerenciar os procedimentos de recolhimento de forma simplificada, utilizando o Pix como forma de pagamento.

As novas Guias do FGTS Digital (GFD) contêm um QR Code, que permite a leitura e pagamento direto pelo aplicativo ou site da instituição financeira do empregador.

O atendimento ao usuário do FGTS Digital é imediato, oferecendo suporte por meio da Central de Atendimento do SERPRO.

Para garantir que todas as informações estejam corretas e atualizadas, o empregador deve manter registros de todos os depósitos e informar corretamente os dados das contas dos trabalhadores.

O tratamento de dados pessoais, previsto pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), assegura a privacidade dos dados dos funcionários.

Quais as sanções pelo não recolhimento do FGTS?

O não recolhimento do FGTS pelo empregador é considerado uma infração grave à legislação trabalhista e pode gerar diversas sanções administrativas, judiciais e financeiras.

Quando a empresa deixa de cumprir essa obrigação, ela compromete diretamente os direitos do trabalhador e corre o risco de enfrentar consequências que vão além do pagamento em atraso.

Entre as principais penalidades estão:

  • Multa administrativa: A empresa pode ser multada pela fiscalização do trabalho. O valor varia conforme a infração e o número de empregados afetados, podendo ultrapassar os R$ 100 mil em casos mais graves.
  • Juros e correção monetária: Os valores não recolhidos devem ser pagos com atualização monetária e acréscimo de juros de mora.
  • Impedimento de obtenção do CRF: O Certificado de Regularidade do FGTS é exigido em licitações públicas, financiamentos e outros processos. Empresas inadimplentes não conseguem emitir esse documento.
  • Ações trabalhistas: O trabalhador prejudicado pode acionar a Justiça do Trabalho para exigir os valores devidos, e a empresa poderá ser condenada a pagar não apenas o FGTS, mas também indenizações e honorários advocatícios.
  • Inscrição na dívida ativa: Em caso de persistência na inadimplência, o débito pode ser inscrito na dívida ativa da União, com risco de execução fiscal.

Além disso, o não recolhimento fere princípios de proteção social do trabalho e pode prejudicar a reputação da empresa. Por isso, manter o FGTS em dia não é apenas uma obrigação legal, mas uma prática essencial para a gestão responsável e segura das relações trabalhistas.

O que acontece com o FGTS em caso de demissão?

Em caso de demissão, os direitos do trabalhador em relação ao FGTS variam conforme o tipo de desligamento.

  • Por exemplo: na demissão sem justa causa, o acesso ao FGTS é um direito do colaborador.

Nesse cenário, o trabalhador pode realizar o saque integral do saldo do FGTS acumulado ao longo do tempo de serviço.

Além disso, a empresa deve pagar uma multa rescisória de 40% sobre o total depositado no fundo, calculada sobre o saldo do FGTS, incluindo retiradas anteriores.

Por outro lado, os trabalhadores que pedem demissão não têm direito ao saque do FGTS e perdem a possibilidade de receber a multa rescisória.

A quantia acumulada permanecerá retida, e o saldo só poderá ser acessado se o trabalhador estiver desvinculado do regime do FGTS por um período de três anos.

Já em casos de demissão por justa causa, além da perda do saque, o trabalhador também fica sem a multa rescisória.

Ao solicitar o saque do FGTS após uma demissão sem justa causa, o trabalhador deve atentar-se a alguns pontos importantes: o pedido deve ser feito em até 30 dias após a liberação da chave de conectividade pela empresa.

No contexto da demissão por acordo, uma modalidade introduzida pela Reforma Trabalhista de 2017, a porcentagem permitida para saque chega a 80% do saldo disponível.

Caso o trabalhador escolha o saque-aniversário, apenas a proporção da multa de 40% será liberada, sendo o restante disponibilizado anualmente.

Saque-aniversário FGTS: o que é, como funciona

O saque-aniversário FGTS é uma modalidade opcional que permite ao trabalhador retirar uma parte do saldo disponível em sua conta do FGTS todos os anos, no mês do seu aniversário.

Diferente do saque-rescisão — que libera o valor total em caso de demissão sem justa causa —, o saque-aniversário oferece um acesso parcial e anual ao fundo, funcionando como uma forma de complementar a renda.

Essa opção foi criada em 2019 e continua sendo popular entre os trabalhadores que preferem ter um rendimento extra anual.

No entanto, a adesão ao saque-aniversário implica em renunciar ao saque integral do FGTS em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas o direito à multa rescisória de 40%.

Como funciona:

  • A adesão é voluntária e pode ser feita pelo aplicativo FGTS, site da Caixa ou internet banking.
  • O valor disponível depende do saldo da conta vinculada e segue uma tabela progressiva com alíquotas que variam de 5% a 50%, além de uma parcela adicional fixa.
  • O calendário de pagamento começa no primeiro dia útil do mês de aniversário do trabalhador e segue até o último dia útil do segundo mês subsequente.
  • Se não for retirado no prazo, o valor retorna automaticamente para a conta do FGTS.

A modalidade é vantajosa para quem não planeja usar o FGTS para compra de imóvel ou aposentadoria a curto prazo e quer transformar parte do fundo em liquidez imediata.

No entanto, é importante avaliar com cuidado os impactos em caso de desligamento do emprego, já que o saque integral do saldo não será permitido nessa situação.

FAQ

O que é o recolhimento FGTS?

O recolhimento FGTS é a contribuição obrigatória que os empregadores devem fazer mensalmente, depositando 8% do salário do trabalhador em uma conta na Caixa Econômica Federal.

Qual é o valor do recolhimento FGTS?

O valor do recolhimento FGTS é baseado em 8% do salário bruto do funcionário. Isso inclui também férias e décimo terceiro salário.

Como fazer o recolhimento FGTS?

O empregador deve estar registrado e depositar 8% do salário do empregado mensalmente na conta do trabalhador na Caixa Econômica Federal, garantindo que todos os dados estejam corretos.

Quem tem direito ao FGTS?

Todos os trabalhadores com carteira assinada e alguns contratos específicos têm direito ao FGTS, desde que atendam os requisitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Quando o trabalhador pode sacar o FGTS?

O trabalhador pode sacar o FGTS em caso de demissão sem justa causa, aposentadoria, compra de imóvel e outras situações específicas, com a documentação necessária.

E se o empregador não realizar o recolhimento do FGTS?

Se o empregador não realizar o recolhimento FGTS, pode enfrentar penalidades legais e o trabalhador perderá o acesso a esse direito importante.

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