O valor do seguro desemprego é calculado sobre a média dos salários dos três meses anteriores à dispensa, conforme a Lei nº 7.998/1990, e nunca fica abaixo do salário mínimo. Para benefícios concedidos a partir de 11 de janeiro de 2026, cada parcela vai de R$ 1.621,00 a R$ 2.518,65.
Valor do seguro desemprego em 2026: piso e teto
O valor do seguro desemprego tem dois limites fixos em 2026. O piso é o salário mínimo de R$ 1.621,00, e o teto é de R$ 2.518,65, valor atualizado pelo INPC acumulado de 3,90% em 2025.
Entre um e outro, a parcela depende do salário médio. Quanto maior a média, maior o benefício, mas a regra muda de inclinação na segunda faixa: o trabalhador passa a receber metade do que exceder o primeiro limite, e não mais 80%.
Essa mudança de inclinação explica por que dois ex-colegas com salários bem diferentes às vezes recebem parcelas parecidas. Acima de R$ 3.703,99, todos recebem o mesmo teto.
Tabela de valores seguro desemprego 2026
A tabela de valores seguro desemprego abaixo foi divulgada pelo Ministério do Trabalho em janeiro e replicada pela FGTAS, fundação do governo gaúcho que opera o Sine no estado.
| Salário médio dos 3 últimos meses | Fórmula da parcela |
|---|---|
| Até R$ 2.222,17 | Salário médio × 0,8 (mínimo de R$ 1.621,00) |
| De R$ 2.222,18 a R$ 3.703,99 | (Salário médio menos R$ 2.222,17) × 0,5 + R$ 1.777,74 |
| Acima de R$ 3.703,99 | R$ 2.518,65, valor fixo |
Os valores seguro desemprego da tabela valem para o trabalhador formal. Empregado doméstico e pescador artesanal têm regras próprias, tratadas mais adiante.
Como calcular o seguro desemprego: exemplos práticos
Para calcular o seguro desemprego, o primeiro passo é somar os salários dos três meses anteriores à dispensa e dividir por três. Com a média em mãos, basta aplicar a fórmula da faixa.
| Salário médio | Cálculo | Valor da parcela |
|---|---|---|
| R$ 1.900,00 | 1.900,00 × 0,8 = R$ 1.520,00, abaixo do piso | R$ 1.621,00 |
| R$ 2.400,00 | (2.400,00 menos 2.222,17) × 0,5 + 1.777,74 | R$ 1.866,66 |
| R$ 3.000,00 | (3.000,00 menos 2.222,17) × 0,5 + 1.777,74 | R$ 2.166,66 |
| R$ 4.500,00 | Acima de R$ 3.703,99 | R$ 2.518,65 |
O primeiro exemplo mostra um efeito que surpreende muita gente: quem ganhava até cerca de R$ 2.026,25 recebe exatamente o salário mínimo, porque 80% da média fica abaixo do piso.
Ao calcular o seguro desemprego, entram na média as verbas salariais do período, como horas extras e adicionais. Verbas indenizatórias pagas na rescisão, como férias indenizadas, não fazem parte do salário mensal usado na média.
Valor máximo seguro desemprego: quem recebe o teto
O valor máximo seguro desemprego, de R$ 2.518,65, vai para quem teve salário médio acima de R$ 3.703,99 nos três meses anteriores à dispensa. A partir desse ponto, ganhar mais não aumenta a parcela.
Em cinco parcelas, o valor máximo seguro desemprego soma R$ 12.593,25. É o limite absoluto do benefício para um mesmo período aquisitivo, qualquer que tenha sido o salário.
Parcelas seguro desemprego: quantas e para quem
O número de parcelas seguro desemprego varia de três a cinco e depende de quantas vezes o trabalhador já pediu o benefício e de quantos meses trabalhou nos 36 meses anteriores à dispensa. A tabela completa está no post sobre as regras do seguro-desemprego em 2026.
| Situação | Valor da parcela | Número de parcelas |
|---|---|---|
| Trabalhador formal | De R$ 1.621,00 a R$ 2.518,65 | 3 a 5 |
| Empregado doméstico | 1 salário mínimo (R$ 1.621,00) | Até 3 |
| Pescador artesanal (seguro-defeso) | 1 salário mínimo por mês de defeso | Conforme o período de defeso |
A regra do doméstico está no artigo 26 da Lei Complementar nº 150/2015, que fixa o benefício em um salário mínimo por até três meses.
As parcelas seguro desemprego são pagas pela Caixa, em conta indicada no pedido ou na poupança social digital. Quando a parcela aparece como emitida e o dinheiro não chega, as causas mais comuns estão no post sobre o seguro-desemprego emitido mas não caiu.
Controle de ponto eletrônico muda o valor da parcela
Como a média inclui horas extras e adicionais, o registro de jornada interfere diretamente no valor do seguro desemprego. Um exemplo: salário de R$ 2.000,00 sem horas extras gera parcela de R$ 1.621,00. Com R$ 400,00 mensais de horas extras pagas, a média sobe para R$ 2.400,00 e a parcela vai a R$ 1.866,66.
Em cinco parcelas, a diferença chega a R$ 1.228,30. Se essas horas foram trabalhadas e não registradas, o prejuízo é do ex-empregado e o passivo é da empresa.
Um controle de ponto eletrônico confiável fecha essa conta antes do desligamento. Cada hora extra lançada no mês certo entra na folha, no eSocial e, depois, na média que define o benefício.
Na Genyo, o lembrete de ponto no aplicativo do colaborador reduz as marcações esquecidas, que são a origem mais comum de hora extra que some da folha.
FAQ
Qual o valor do seguro desemprego em 2026?
De R$ 1.621,00 a R$ 2.518,65 por parcela, conforme a média salarial dos três meses anteriores à dispensa.
Qual o valor máximo do seguro-desemprego?
R$ 2.518,65 por parcela em 2026, pago a quem teve salário médio acima de R$ 3.703,99.
Como calcular o seguro-desemprego?
Some os salários dos três meses anteriores à dispensa, divida por três e aplique a fórmula da faixa correspondente na tabela de 2026.
Quem ganha um salário mínimo recebe quanto de seguro-desemprego?
Recebe R$ 1.621,00 por parcela, porque o benefício nunca pode ser inferior ao salário mínimo.
Hora extra aumenta o valor do seguro-desemprego?
Aumenta. Horas extras pagas nos três meses anteriores à dispensa entram na média salarial usada no cálculo.



