Quanto o FGTS vai render com a correção pela inflação? Tabela completa

Descubra neste guia completo quanto o FGTS vai render com a correção pela inflação. Tudo sobre a decisão do STF! Veja mais neste artigo!
Sumário
quanto vai render o fgts (crédito: olhar digital)

Na última quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu uma decisão histórica que impacta diretamente milhões de trabalhadores brasileiros.

A partir de agora, os saldos das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deverão ser corrigidos, no mínimo, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país.

Essa decisão representa um marco importante para a preservação do poder de compra dos recursos depositados no FGTS, garantindo que os trabalhadores não tenham perdas reais devido à inflação.

Desse modo, surge a dúvida: quanto o FGTS vai render com a correção pela inflação? Como deve ficar o rendimento do saldo FGTS dos trabalhadores?

No artigo abaixo, vamos analisar em detalhes a decisão do STF e mostrar como ela altera, na prática, a rentabilidade do FGTS.

Analisaremos também o impacto prático dessa correção nas contas dos trabalhadores, comparando a rentabilidade anterior com a nova determinação. Acompanhe e descubra como essa mudança pode influenciar positivamente o seu futuro financeiro!

STF aprova correção do FGTS pela inflação

Na última quarta-feira, 12 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou uma mudança significativa na forma como os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) serão corrigidos.

Com a revisão do FGTS, a partir de agora, os novos depósitos serão atualizados, no mínimo, pela inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com a nova regra, o rendimento do FGTS será ajustado pelo IPCA sempre que a inflação medida pelo IPCA for maior do que a correção atual baseada na Taxa Referencial (TR).

A decisão do STF representa uma importante alteração no cálculo do rendimento do FGTS, garantindo que ele acompanhe mais de perto as variações da inflação. Até então, a correção era feita pela soma de 3% ao ano mais a TR, que estava próxima de zero.

Sendo assim, a correção do FGTS pela inflação proporcionará um rendimento maior para os trabalhadores, protegendo seu poder de compra ao longo do tempo. A mudança também pode trazer impactos nos financiamentos imobiliários e no programa Minha Casa, Minha Vida, que utilizam recursos do FGTS.

A nível de comparação, vamos mostrar abaixo a tabela completa com as taxas de inflação do IPCA, rendimento do FGTS e rendimento da poupança nos últimos anos:

Ano Taxa de Inflação IPCA Rendimento do FGTS Rendimento da Poupança
2023 4,62% N/A N/A
2022 2,09% 4,63% 7,90%
2021 10,06% 5,83% 2,99%
2020 4,52% 4,92% 2,11%

Sendo assim, com a correção pela inflação, o rendimento do FGTS poderá superar o rendimento da poupança em determinados anos, proporcionando aos trabalhadores uma opção de investimento segura para proteger seu poder de compra.

O que é o FGTS e como funciona?

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é uma importante proteção para os trabalhadores brasileiros. Ele foi criado para amparar os empregados em caso de demissão sem justa causa, além de financiar projetos nas áreas de habitação, saneamento básico, infraestrutura e saúde.

O funcionamento do FGTS é simples: os empregadores depositam mensalmente o equivalente a 8% do salário de cada funcionário em contas abertas na Caixa Econômica Federal em nome dos empregados. Esse valor é uma forma de garantia para o trabalhador, que pode utilizar o fundo em situações específicas, como aquisição da casa própria, aposentadoria, doenças graves e outras modalidades de saque.

Uma característica importante do FGTS é a correção dos depósitos, que é realizada mensalmente. Antes da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), essa correção era feita pela Taxa Referencial (TR) acrescida de juros de 3% ao ano.

No entanto, essa forma de correção não acompanhava a inflação, o que prejudicava o poder de compra dos trabalhadores.

Agora, com a determinação do STF, o FGTS deverá ser corrigido de acordo com a inflação, utilizando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como referência mínima.

Isso garante que o rendimento do fundo não fique abaixo da inflação e restaura um “princípio de equidade” na correção dos valores, como destacaram os especialistas.

Correção do FGTS pela inflação: Tudo sobre

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de corrigir o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela inflação vem causando grande repercussão no ambiente laboral brasileiro.

Até então, a correção do FGTS era feita pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. No entanto, a TR tem rendimento próximo a zero desde 1999, o que tem levado a perdas reais no poder de compra dos trabalhadores.

Com a nova regra estabelecida pelo STF, a correção do FGTS agora será baseada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), garantindo que o rendimento do fundo não fique abaixo da inflação.

Essa decisão do STF tem por objetivo proteger o poder de compra do trabalhador, uma vez que entre janeiro de 1999 e 2013 ocorreu uma perda de 88,3% devido à inflação ter superado a rentabilidade do FGTS durante esse período.

Além disso, a distribuição de parte do lucro do FGTS aos trabalhadores desde 2017 tem contribuído para que a rentabilidade do fundo supere a inflação na maioria dos anos.

Quanto o FGTS vai render com a correção pela inflação?

A remuneração do FGTS com a correção pela inflação será determinada pelo IPCA, que é o índice oficial de inflação do país.

Atualmente, a expectativa do mercado financeiro é que o IPCA feche o ano de 2024 em 3,9%. Caso essa projeção se confirme, o rendimento do FGTS será superior ao atual, que é de 3% ao ano mais a TR (Taxa Referencial). Veja na tabela abaixo:

Rendimento do FGTS com a correção pela inflação

Saldos do FGTS Rendimentos com TR + 3% a.a. Rendimentos com IPCA 2023
R$1.000 R$1.046,20 R$1.047,60
R$5.000 R$5.231,00 R$5.238,00
R$10.000 R$10.462,00 R$10.476,00
R$30.000 R$31.386,00 R$31.428,00
R$50.000 R$52.310,00 R$52.380,00

Essa tabela mostra uma estimativa do rendimento do FGTS com a correção pela inflação de acordo com diferentes saldos. Os valores representam o rendimento total, considerando a TR mais 3% ao ano e o IPCA de 2023.

Para calcular o saldo do FGTS de maneira ainda mais prática, você pode usar a Calculadora de Saldo FGTS e Multa de 40% da Genyo!

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Distribuição dos lucros do FGTS: Como funciona?

No ano de 2022, a CAIXA deu início à distribuição dos lucros do FGTS, totalizando o valor de R$ 12,7 bilhões.

Essa distribuição deve beneficiar os 132 milhões de trabalhadores que possuíam conta de FGTS com saldo em 31/12/2022, os quais receberão o crédito.

O Conselho Curador do FGTS aprovou a distribuição de 99% do resultado, garantindo aos trabalhadores uma participação significativa nos lucros do Fundo.

A rentabilidade do FGTS no mesmo ano foi de 7,09%, enquanto a inflação registrada atingiu 5,79%. A rentabilidade superior à inflação é um fator que contribui para a valorização dos recursos dos trabalhadores.

Para calcular o valor a ser recebido na distribuição do resultado, é necessário multiplicar o saldo da conta de FGTS em 31/12/2022 por 0,02461511.

É importante ressaltar que a primeira distribuição de resultado ocorreu em 2017, tendo como base o saldo existente nas contas em 31/12/2016.

Desde então, os trabalhadores têm a oportunidade de receber uma parcela dos lucros do FGTS, o que contribui para uma rentabilidade mais atrativa.

Para verificar o valor do crédito, os trabalhadores podem acessar o extrato da conta de FGTS através do Aplicativo FGTS e Internet Banking CAIXA, facilitando o acompanhamento dos rendimentos e benefícios proporcionados pelo Fundo.

Nova correção do FGTS influencia o saque?

Apesar da decisão do STF de corrigir o saldo do FGTS pela inflação utilizando o IPCA, é importante salientar que as mudanças na forma de correção não afetam as regras de saque do fundo.

Os trabalhadores ainda poderão sacar o FGTS em diferentes situações, como demissão sem justa causa, aposentadoria, aquisição de casa própria e doenças graves.

O saque do FGTS é uma maneira de utilizar os recursos disponíveis no fundo para atender às necessidades dos trabalhadores, oferecendo suporte financeiro em momentos importantes da vida.

Portanto, mesmo com as mudanças na correção do FGTS, os trabalhadores podem ficar tranquilos em relação às regras de saque do fundo, sabendo que continuarão tendo acesso aos recursos acumulados ao longo de sua carreira profissional para utilização em momentos importantes da vida.

Correção do FGTS pela inflação na prática

A mudança na correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela inflação trará impactos significativos para os trabalhadores.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de corrigir os saldos do FGTS pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem como objetivo proteger o poder de compra dos trabalhadores, garantindo que o rendimento do fundo não fique abaixo da inflação.

A medida, nesse sentido, pode trazer benefícios para os trabalhadores no longo prazo, especialmente em períodos de inflação mais alta.

A remuneração do FGTS nos anos de 2020, 2021 e 2022, por exemplo, mostrou que em dois desses anos o rendimento ficou acima da inflação medida pelo IPCA.

Ano Rendimento do FGTS IPCA Inflação
2020 4,92% 4,52% Rendimento acima da inflação
2021 5,83% 10,06% Rendimento abaixo da inflação
2022 7,09% 5,79% Rendimento acima da inflação

Além do impacto na rentabilidade, outra consequência positiva é a distribuição do rendimento do FGTS aos trabalhadores.

No ano de 2022, por exemplo, 99% do rendimento do FGTS foi distribuído aos cotistas, totalizando um valor de R$12,7 bilhões.

Previsões futuras para o rendimento do FGTS

As previsões futuras para o rendimento do FGTS são baseadas na variação do IPCA e nas taxas de juros.

Embora seja difícil fazer previsões precisas, é importante acompanhar as projeções econômicas para avaliar as melhores opções de investimento e garantir um bom rendimento no longo prazo.

Antes da mudança na correção do FGTS pela inflação, os valores depositados no fundo eram corrigidos mensalmente pela Taxa Referencial (TR) mais juros de 3% ao ano. No entanto, com a TR próxima de zero, os trabalhadores têm enfrentado perdas no poder de compra ao longo do tempo.

A simulação dos saldos do FGTS considerando a inflação de 2023 e a fórmula atual de rendimento mostrou variações de R$1.046,20 a R$52.380,00.

Em 2023, o rendimento com a fórmula atual foi superior ao IPCA, mas em anos anteriores a situação teria sido inversa devido à alta inflação.

Quando a correção do FGTS pela inflação passa a valer?

De acordo com a decisão do STF, a correção do FGTS pela inflação será aplicada aos depósitos realizados a partir de 2025.

  • Ou seja: todos os trabalhadores que têm direito ao FGTS poderão usufruir do novo método de correção a partir do próximo ano, para todos os depósitos posteriores.

A medida, no entanto, não tem efeito retroativo. Em outras palavras, o saldo atual do FGTS, incluindo os depósitos realizados até o final de 2024, não será afetado pela nova regra.

Desse modo, até o dia 31 de dezembro de 2024, o saldo do FGTS continua a render de acordo com a Taxa Referencial + juros de 3% ao ano.

FAQ

Quanto o FGTS vai render com a correção pela inflação?

Com a correção pela inflação, o rendimento do FGTS será determinado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O que é o FGTS e como funciona?

O FGTS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, foi criado para proteger o trabalhador demitido sem justa causa. Os empregadores depositam mensalmente o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário em contas abertas na Caixa Econômica Federal em nome dos empregados.

A mudança na correção do FGTS afeta os saques do fundo?

Não. A mudança na correção do FGTS pela inflação não afeta as regras de saque do fundo. Os trabalhadores ainda poderão sacar o FGTS em situações como demissão sem justa causa, aposentadoria, aquisição de casa própria e doenças graves, entre outras modalidades de saque.

Quais são as consequências para os trabalhadores da mudança na correção do FGTS?

A mudança na correção do FGTS pela inflação tem como objetivo proteger o poder de compra dos trabalhadores, garantindo que o rendimento do fundo não fique abaixo da inflação. Isso pode beneficiar os trabalhadores no longo prazo, especialmente em períodos de inflação mais alta.

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