O Banco Central acaba de divulgar que ainda há R$ 9,13 bilhões esquecidos em contas, consórcios e outras instituições financeiras, esperando para serem resgatados por clientes!
Embora o prazo oficial para retirar esses valores tenha vencido em 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda esclareceu que não existe mais um limite para buscar esses recursos.
Por meio do sistema Valores a Receber (SVR), tanto pessoas físicas quanto empresas podem consultar se possuem valores disponíveis e fazer o saque de forma simples e segura.
- Sendo assim, surge a dúvida: como sacar o dinheiro esquecido no Sistema Valores a Receber?
No artigo abaixo, explicamos quem tem direito, como consultar e como sacar esses valores esquecidos. Leia com atenção e veja como receber ainda hoje!
BC confirma mais de R$ 9 bilhões em dinheiro esquecido
O Banco Central divulgou que, até maio deste ano, permanecem R$ 9,13 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras.
Esses recursos estão disponíveis para clientes que, por algum motivo, deixaram dinheiro parado em bancos, consórcios ou outras entidades financeiras.
O sistema do Banco Central permite que pessoas físicas, incluindo aquelas já falecidas, além de pessoas jurídicas, consultem se possuem valores a receber. A consulta é simples e pode ser feita diretamente pela plataforma oficial do Banco Central.
Embora o prazo inicial para resgatar esses recursos tenha se encerrado em 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda comunicou que não há limite para a retirada desses valores, o que mantém aberta a possibilidade para quem ainda não realizou o saque.
- Ou seja: você pode sacar o dinheiro esquecido quando quiser!
Mas vale a pena fazer a solicitação o quanto antes: afinal, ninguém quer perder a oportunidade de ganhar uma graninha extra, não é mesmo?
De onde vem o dinheiro esquecido?
O termo “dinheiro esquecido” refere-se aos valores que permanecem parados, sem movimentação, nas contas de seus titulares.
Esses recursos podem ter diferentes origens, como contas bancárias, consórcios e outros produtos financeiros oferecidos por bancos e instituições financeiras.
Para facilitar a consulta desses valores, foi criado o Sistema de Valores a Receber (SVR), uma plataforma que permite a qualquer pessoa, usando o CPF, verificar se possui dinheiro parado em alguma instituição.
O SVR amplia a transparência no mercado financeiro, ajudando a recuperar recursos que ficaram inacessíveis ou não foram sacados por motivos variados.
As principais origens do dinheiro esquecido são:
- Saldo em contas correntes ou poupança encerradas
- Valores de consórcios não utilizados ou devoluções
- Créditos de operações financeiras encerradas
- Fundos de investimento com cotas resgatadas parcialmente
- Restituições ou devoluções não solicitadas
- Recursos em contas de FGTS não sacados
- Valores de empréstimos ou financiamentos quitados com sobra de pagamento
Além disso, o acesso à plataforma não está restrito apenas aos titulares vivos. Herdeiros e dependentes, com a documentação adequada, também podem consultar valores a receber em nome de pessoas falecidas, garantindo que esses recursos não fiquem esquecidos.
Valores a Receber: quanto posso sacar?
Ainda há cerca de R$ 9,1 bilhões disponíveis para saque no Sistema de Valores a Receber (SVR), pertencentes a mais de 40 milhões de brasileiros.
O montante que cada pessoa pode retirar varia conforme o histórico financeiro e os saldos existentes em contas ou produtos financeiros relacionados.
Segundo dados do Banco Central, aproximadamente 931 mil brasileiros têm direito a sacar mais de R$ 1 mil pelo SVR. Além disso, cerca de 5,1 milhões de pessoas podem retirar valores entre R$ 10 e R$ 100.
A maior parte dos beneficiários, no entanto, possui quantias menores: cerca de 32,9 milhões de pessoas têm até R$ 10 para receber, mostrando que a maioria dos valores esquecidos está em pequenas faixas.
Para facilitar a compreensão, veja abaixo a tabela atualizada com as faixas de saque e a quantidade de pessoas em cada grupo:
- 931.874 pessoas podem sacar mais de R$ 1 mil (1,78%)
- 5.163.716 pessoas podem sacar entre R$ 100,01 e R$ 1 mil (9,88%)
- 13.226.589 pessoas podem sacar entre R$ 10,01 e R$ 100 (25,32%)
- 32.919.730 pessoas podem sacar até R$ 10 (63,01%)
Os números mostram que o valor disponível para saque varia bastante, e consultar o SVR é a forma mais prática para identificar e resgatar esses recursos que ficaram esquecidos.
BC anuncia nova forma de consultar dinheiro esquecido
Para reforçar a proteção dos dados financeiros dos brasileiros, o Banco Central atualizou o processo de acesso ao Sistema Valores a Receber (SVR).
A novidade é a adoção da autenticação em duas etapas, que amplia a segurança durante a consulta e o resgate de valores esquecidos.
Atualmente, o acesso ao sistema exige que o usuário utilize a conta gov.br, nos níveis prata ou ouro. Agora, além de inserir CPF e senha, será necessário confirmar a identidade por meio de um código temporário gerado pelo próprio aplicativo gov.br, instalado no celular.
O código deve ser copiado e inserido na tela do SVR para que o login seja concluído.
Quem ainda não possui o aplicativo gov.br precisa baixá-lo, preencher os dados cadastrais e passar pela validação facial, etapa que confirma a identidade do usuário.
Somente após essa etapa o sistema libera a autenticação em duas etapas, garantindo maior controle e segurança.
Essa medida foi adotada pelo Banco Central para minimizar o risco de fraudes e proteger os dados contra criminosos digitais.
Estima-se que, em 2024, quase um quarto da população brasileira tenha sido vítima de golpes pela internet, segundo levantamento do Instituto de Pesquisas do Senado.
Representantes do BC ressaltam que o combate às fraudes exige constante inovação. Segundo ele, a instituição está empenhada em manter os dados financeiros protegidos, buscando acompanhar a criatividade dos criminosos e implementar barreiras que dificultem o acesso não autorizado.
Com essa atualização, o Banco Central espera garantir mais tranquilidade para os cidadãos que acessam o sistema, além de reforçar a credibilidade e a segurança na hora de consultar e resgatar valores esquecidos.
Qual o prazo para sacar dinheiro esquecido?
O prazo para resgatar valores esquecidos no Sistema Valores a Receber gerava dúvidas desde o anúncio inicial. Oficialmente, a data para o fim do saque estava marcada para 16 de outubro de 2024.
No entanto, uma atualização recente do Ministério da Fazenda alterou esse cenário.
Agora, não há limite definido para que os clientes possam retirar os recursos disponíveis nas instituições financeiras.
- Ou seja, para quem quer saber qual o prazo para sacar dinheiro esquecido, a resposta é: não há prazo específico.
A decisão traz mais tranquilidade para quem ainda não fez a consulta ou não realizou o saque, permitindo que qualquer pessoa, a qualquer momento, recupere seus valores sem preocupação com prazos.
A medida também elimina a pressão que muitos enfrentavam para acessar o sistema dentro de um período restrito, evitando que recursos acabassem ficando esquecidos por conta de limites temporais.
Assim, seja para quem ainda não consultou ou para aqueles que precisam buscar valores em nome de familiares, o SVR permanece aberto e disponível, facilitando o acesso a recursos que muitas vezes passam despercebidos.
Como saber se tenho dinheiro esquecido no Sistema Valores a Receber?
Para consultar se você possui dinheiro esquecido em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras, o ponto de partida é o Sistema Valores a Receber (SVR), criado pelo Banco Central.
O acesso ao sistema exige uma conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro.
Caso ainda não tenha essa conta, será preciso criá-la, realizando o cadastro e a validação facial pelo aplicativo gov.br para ativar a autenticação em duas etapas.
Com a conta ativada, o processo de consulta envolve o seguinte:
- Acesse o site oficial do SVR.
- Faça login com sua conta gov.br (nível prata ou ouro).
- Informe seu CPF e data de nascimento.
- Complete o captcha para comprovar que não é um robô.
- Após o login, será solicitada a segunda etapa de verificação: um código gerado pelo aplicativo gov.br, que deve ser inserido para confirmar sua identidade.
A autenticação em duas etapas foi implementada para aumentar a segurança do sistema e proteger os dados dos usuários contra golpes digitais, que têm crescido significativamente.
O Banco Central reforça a importância de utilizar apenas os canais oficiais para evitar fraudes.
Após a confirmação da identidade, o sistema mostrará se há valores esquecidos vinculados ao seu CPF e, caso existam, disponibilizará as orientações para solicitar o saque.
Resumindo, o passo a passo para consultar dinheiro esquecido é:
- Acesse o site do Sistema Valores a Receber.
- Crie ou faça login com a conta gov.br (nível prata ou ouro).
- Informe seu CPF e data de nascimento.
- Preencha o captcha.
- Realize a verificação em duas etapas com o código gerado pelo aplicativo gov.br.
- Confira se há valores disponíveis para resgate.
- Siga as instruções para solicitar o saque, se for o caso.
A camada extra de segurança é uma resposta do Banco Central à crescente incidência de golpes digitais, garantindo que os dados financeiros estejam protegidos.
Dinheiro esquecido SVR: como sacar?
Se você descobriu que possui dinheiro esquecido no SVR (Sistema Valores a Receber) e quer saber como sacar, o procedimento é simples e rápido.
Veja o passo a passo para garantir o resgate dos seus valores:
- Acesse o site oficial do SVR.
- Realize a consulta conforme explicado anteriormente, utilizando sua conta gov.br com nível prata ou ouro.
- Verifique se existem valores a receber vinculados ao seu CPF.
- Caso haja, o sistema exibirá uma lista detalhada, com informações sobre o valor, a origem dos recursos e a instituição financeira responsável.
- Informe uma chave Pix para receber o depósito do dinheiro.
- Confirme os dados fornecidos para garantir que estão corretos.
- Após a confirmação, acompanhe o status do processamento pelo próprio site do SVR.
- O dinheiro será depositado na conta associada à chave Pix informada em até 12 dias úteis.
Fique atento: o governo não solicita informações bancárias por telefone, email ou qualquer outro canal fora do site oficial. Desconfie de contatos que peçam seus dados pessoais ou financeiros, pois podem ser tentativas de golpe.
Caso você não tenha uma chave Pix ou não consiga cadastrar uma, será necessário entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável pelo valor para solicitar o saque.
Posso sacar dinheiro esquecido de falecido?
Sim, é possível sacar valores esquecidos por pessoas falecidas por meio do Sistema Valores a Receber (SVR). No entanto, esse processo requer que os herdeiros ou representantes legais comprovem o direito sobre esses recursos.
Para iniciar a consulta, é necessário ter em mãos o CPF e a data de nascimento do falecido. O sistema do Banco Central permite verificar se existem valores vinculados a esse CPF que não foram resgatados.
Porém, o acesso a essas informações só é liberado após a aceitação de um termo de responsabilidade, que confirma que quem está consultando tem autorização legal para isso.
Essa autorização geralmente recai sobre herdeiros diretos, inventariantes ou representantes legais devidamente nomeados em processos judiciais ou administrativos. Após a confirmação do direito, é possível visualizar os valores disponíveis e solicitar o resgate.
O próximo passo é entrar em contato com as instituições financeiras responsáveis pelos recursos indicados no SVR.
Cada banco ou entidade pode ter procedimentos específicos para a transferência desses valores, que normalmente exigem documentação adicional que comprove a condição de herdeiro ou representante legal, como inventário ou alvará judicial.
Vale destacar que o processo pode demandar algum tempo, devido à necessidade de validação dos documentos e ao cumprimento das regras de segurança para evitar fraudes.
Por isso, é fundamental que os responsáveis sigam rigorosamente as orientações do Banco Central e das instituições financeiras para garantir que o saque seja realizado de forma segura e legítima.
Cuidado com golpes sobre dinheiro esquecido!
O anúncio de que milhões de brasileiros têm valores esquecidos em instituições financeiras abriu espaço para uma série de tentativas de fraude.
Golpistas aproveitam o interesse legítimo das pessoas para aplicar golpes que podem resultar no prejuízo financeiro ou na exposição de dados pessoais sensíveis.
Um dos golpes mais comuns envolve mensagens falsas, enviadas por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem, que simulam o Banco Central ou outras instituições financeiras.
Essas comunicações afirmam que a pessoa tem valores a receber e oferecem um link para “liberar” o saque.
Ao clicar nesse link, a vítima pode ser direcionada para páginas falsas que solicitam dados bancários, senhas, documentos pessoais ou até mesmo a instalação de softwares maliciosos.
Outro tipo frequente de golpe acontece por telefone. O golpista se passa por funcionário de banco ou do Banco Central e informa que há um valor esquecido disponível.
Para receber o dinheiro, o falso atendente solicita dados bancários, número do cartão, senhas ou códigos enviados por SMS. Muitas vítimas, na esperança de recuperar os recursos, acabam fornecendo informações que permitem o acesso indevido às suas contas.
Existem ainda golpes que oferecem serviços pagos para “ajudar” na recuperação do dinheiro esquecido. Empresas ou pessoas prometem fazer todo o processo burocrático, mediante o pagamento antecipado de uma taxa ou comissão.
Na realidade, esses serviços são desnecessários, pois o sistema do Banco Central é gratuito e de fácil acesso.
Os criminosos costumam se aproveitar do desconhecimento das pessoas sobre o funcionamento oficial do Sistema Valores a Receber (SVR) e da ansiedade para recuperar dinheiro parado.
Eles usam estratégias para gerar urgência, como afirmar que o prazo para saque está acabando, para que a vítima não tenha tempo de verificar a veracidade da informação.
Como evitar golpes ao acessar o SVR?
Para se proteger, a primeira recomendação é sempre consultar os valores esquecidos exclusivamente pelo site oficial do Banco Central, acessando o Sistema Valores a Receber através do endereço oficial.
- Nunca clique em links recebidos por mensagens ou e-mails que você não tenha solicitado.
Além disso, nunca forneça senhas, códigos de autenticação, dados do cartão ou informações bancárias por telefone, SMS, e-mail ou aplicativos de mensagem, mesmo que a pessoa que faça a solicitação se apresente como funcionário de banco ou do governo.
- O Banco Central não solicita nenhum dado pessoal ou bancário por esses meios.
Evite também contratar empresas ou pessoas que cobram para ajudar no processo de saque dos valores esquecidos. O acesso ao SVR é gratuito e não requer intermediários. Qualquer oferta nesse sentido deve ser vista com muita desconfiança.
Por fim, mantenha seus dispositivos com antivírus atualizados e ative a autenticação em duas etapas nos serviços que utiliza, especialmente no gov.br e nas contas bancárias.
FAQ
O que é o Sistema Valores a Receber (SVR)?
O SVR é uma plataforma criada pelo Banco Central que permite a pessoas físicas e jurídicas consultar e resgatar valores esquecidos em contas bancárias, consórcios e outras instituições financeiras.
Quem pode consultar e sacar valores no SVR?
Tanto pessoas físicas quanto empresas podem consultar e solicitar o saque. Herdeiros ou representantes legais também podem acessar valores deixados por pessoas falecidas, desde que comprovem a autorização.
Qual o valor total disponível para saque no SVR?
Atualmente, existem cerca de R$ 9,13 bilhões disponíveis para saque por mais de 40 milhões de brasileiros.
Existe um prazo para sacar o dinheiro esquecido?
Não. Apesar de um prazo inicial ter expirado em outubro de 2024, o Ministério da Fazenda confirmou que não há limite para o saque, permitindo resgates a qualquer momento.
Como faço para consultar se tenho dinheiro esquecido?
A consulta deve ser feita no site oficial do SVR, usando uma conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro, que inclui autenticação em duas etapas via aplicativo gov.br.
Como funciona o processo de saque pelo SVR?
Após consultar os valores disponíveis, o usuário deve informar uma chave Pix para o depósito do dinheiro. O valor será creditado em até 12 dias úteis. Se não tiver Pix, deve procurar a instituição financeira responsável.
O que devo fazer se quiser sacar dinheiro de uma pessoa falecida?
Herdeiros ou representantes legais devem comprovar a autorização legal para consultar e solicitar o saque. É necessário apresentar documentos como inventário ou alvará judicial à instituição financeira.
Quais são os golpes mais comuns relacionados ao dinheiro esquecido?
Golpes incluem mensagens falsas com links que coletam dados pessoais, chamadas telefônicas fraudulentas solicitando informações bancárias, e ofertas de serviços pagos para facilitar o saque, que são desnecessários.
Como posso me proteger contra esses golpes?
Sempre acesse o SVR pelo site oficial do Banco Central. Nunca forneça dados pessoais ou bancários por telefone, SMS, e-mail ou aplicativos de mensagem. Evite intermediários que cobram por serviços de resgate e mantenha seus dispositivos protegidos com antivírus e autenticação em duas etapas.


