Gestão participativa: um modelo colaborativo e atual

Diferente do modelo de gestão mais antigo, a gestão participativa garante o trabalha colaborativo entre os funcionários. Conheça mais sobre. Veja mais neste artigo!
Sumário
Gestão Participativa

No âmbito do trabalho, existe um padrão antigo que estabelece como funciona diversos setores de uma empresa. Em oposto a isso, a gestão participativa é outra forma de olhar para o sistema da organização. Essa prática visa a valorização de todos os integrantes da empresa com espaço para o diálogo, permitindo a voz ativa dos funcionários.

O modelo mais utilizado em diferentes áreas do mercado de trabalho é o mais tradicional. Através dele, as empresas mantêm o seu foco em procedimentos mais rígidos, burocráticos e priorizam a hierarquia. Em contrapartida, a gestão participativa possibilita ações e decisões mais democráticas, o que reflete no ambiente deixando mais leve, acolhedor e que permite a autonomia dos colaboradores.

Muitas empresas com uma perspectiva mais atual buscam implementar um sistema flexível diferente do convencional. Independente do nível hierárquico, nesse sistema, cada integrante se sente parte do coletivo, e colaboram nas tomadas de decisões. Assim, a empresa gera maior valorização dos funcionários e consequentemente maior produtividade, o que também impulsiona o crescimento.

Porém, essa prática ainda é pouco disseminada, o que gera insegurança para alguns gestores em aplicar nas empresas. Pensando nisso, nós da Genyo, apresentaremos como funciona esse tipo de gestão para que você possa repensar o formato da sua empresa, caso ela se enquadre no modelo.

Nos próximos itens do texto nos apresentaremos os seguintes pontos: Modelo de gestão, o que é gestão participativa, quais os benefícios, como aplicar na empresa, alguns pontos importantes. Continue a leitura e saiba mais.

Modelos de gestões

Os modelos mais tradicionais são focados em um processo de dominação e segmentação. Ou seja, os níveis hierárquicos existem e não são ultrapassados, por isso  a comunicação é reduzida e não há compartilhamento ou construção colaborativa.

Embora existam muitos benefícios em utilizar a gestão participativa, os modelos mais antigos podem funcionar bem na sua empresa. Tudo depende dos objetivos a longo prazo desejado pelos gestores.

1.    gestão de pessoas — como o próprio nome já diz, ela é destinada especificamente a gerenciar os recursos humanos (pessoal) de uma empresa;

2.    gestão de desempenho — nessa opção o principal objetivo é avaliar o desempenho individual e coletivo da equipe, com ênfase na produtividade e a eficiência;

3.    gestão à vista — os elementos visuais são o foco dessa gestão. Os funcionários podem acessar aos principais itens de controle por meio quadros, TVs e murais;

4.    gestão por resultados — Sem dúvidas a principal prioridade é alcançar os resultados em um prazo específico;

5.    gestão por competência — avalia os funcionários através dos seus conhecimentos e às habilidades dos funcionários.

O que é a gestão participativa?

A gestão participativa é um modelo de liderança que valoriza a participação dos funcionários em todas as decisões da empresa, independente da posição hierárquica.

Ou seja, todos os integrantes da organização são responsáveis por processos estratégicos e não só o líder da equipe. Através dela há o compartilhamento de ideias e saberes com foco em um objetivo único, impulsionar os projetos já em prática ou em processo de criação.

A gestão participativa reduz as responsabilidades exclusivamente dos líderes, pois todos estão dispostos a estudar e avaliar cada parte do processo com os seus obstáculos e soluções.

Benefícios da gestão participativa

Os benefícios existentes nesse tipo de gestão está em todos os níveis da organização. Como já afirmamos, por meio desse modelo surge no funcionário da empresa o sentimento de pertencimento, orgulho. Isso aumenta a motivação e produtividade de cada um dos integrantes para ir em busca dos seus objetivos, que conversam com as metas em comum da equipe. Além disso, eles também são instigados ao aumento da sua autoestima e realização criativa.

Com a liderança por meio da gestão participativa, os funcionários adquirem uma visão mais ampla da organização. São aplicados treinamento, novas oportunidades de desenvolvimento e compartilhamento de informações. Assim, cada um, ao longo do tempo e dedicação, consegue acumular habilidades conceituais necessárias para se tornarem gerentes eficazes ou altos executivos.

Confira alguns dos benefícios:

Melhora nos resultados dos funcionários

Quando há maior envolvimento dos funcionários, eles têm a liberdade e o espaço para expressar as suas ideias e dúvidas. Assim como, eles poderão melhorar o seu desempenho a partir dos comentários recebidos pelas suas ações.

Ambiente saudável

O ambiente se torna mais favorável a dedicação nos grupos de trabalho. Isso porque, não há competitividade exaltada, mas sim a valorização de cada um dos funcionários, todos em busca do objetivo de crescimento coletivo aplicando o melhor de si.

Embora não seja nulo, o julgamento entre os funcionários reduz. Assim, não há a insegurança em compartilhar as ideias, muito menos medo do novo por saber do poder da equipe.

Equipe satisfeita

Há também maior vontade de permanecia na empresa, pois todos que trabalham no ambiente pensam e agem como parte significativa dele.

Melhores resultados

Os resultados da empresa serão afetados devido ao aumento de saberes compartilhados em busca do melhor projeto e ação.

Aumento das perspectivas

Não há barreiras impedindo que os funcionários enxerguem o seu crescimento na empresa. Logo, haverá maior autonomia para que o desempenho de cada um possa se refletir no cargo alcançado.

Como aplicar na sua empresa?

Antes da aplicação na empresa é importante conhecer como funciona todos os quesitos. Diferente do que se imagina, a gestão participativa não é simplesmente a solicitação de maior participação dos funcionários, ou utilização de caixas e espaços para sugestões.

Alguns requisitos são necessários para a gestão funcionar corretamente. O primeiro ponto é a compreensão dos gerentes para desvinculo com algumas formas de controle. Não pode haver insegurança por partes dos gestores sobre a posição que ocupa, ou medo de substituição.

Alguns gerentes podem imaginar que com essa forma de trabalho que não se manterá o respeito, o que não procede. A relação com o funcionário de forma mais próxima levará ao aumento do reconhecimento com o outro.

Além disso, deve existir um planejamento cuidadoso, a mudança de gestão não acontece de forma repentina, ela deve ser trabalhada gradualmente. Isso porque, o processo de adaptação de toda a equipe de funcionários exigirá tempo. Deixar de lado a forma padrão de gestão requer uma reconstrução de pensamento cultural para acreditar em formas de trabalho mais democráticas e participativas.

Com isso, pode existir a rejeição de alguns funcionários mais antigos, justamente pelo tempo de trabalho no modelo anterior. Para eles, são necessárias algumas explicações mais aprofundadas e os gerentes devem ser genuínos e honestos na implementação do programa.

Em algumas situações, a empresa precisará mostrar de forma mais prática como funcionará a participação de cada um e o impacto nos resultados. Assim, cria uma relação de confiança entre a equipe e os gerentes.

Outros pontos importantes na hora de aplicar a gestão participativa

Com a mente aberta, os responsáveis estão suscetíveis a receber novas ideias e soluções. Esse fato não anula a possibilidade deles não concordarem com as sugestões apresentadas. Assim com, o desejo de compartilhamento das ideias deve ser expresso pelos funcionários.

As empresas devem capacitar os integrantes da equipe para que eles possam adquirir os conhecimentos necessários para elaborar as sugestões ou decisões. A falta de preparo pode inibir muitos funcionários a participar do processo. Os treinamentos e cursos são incentivos para a colaboração coletiva da abordagem participativa.

Outro aspecto fundamental é conhecer quais são os pontos fortes de cada um deles. Isso ajuda a direcionar as capacitações com ênfase nas áreas em que eles têm maior conhecimento.

Embora o sistema permita o livre compartilhamento de ideias, é fundamental que o gerente forneça alguns pontos específicos a serem seguidos como forma de orientar os seus parceiros. Dessa maneira evita-se a criação de sugestões que não se apliquem no caso, seja pelo valor de investimento necessário ou por não responder o problema. Assim como, quando uma ideia não é aceita, cabe aos gerentes explicar os motivos.

As contribuições não vão surgir de forma acelerada, por isso fornecer o tempo suficiente para a construção do pensamento sobre o assunto é importante.

Após as rodadas de compartilhamento das ideias e a conclusão do projeto, os funcionários devem ser creditados no produto final, ou seja, saber que ele colaborou naquele ponto.

Os diferentes eixos da Gestão Participativa

Gestão Participativa

Destacamos a seguir alguns dos pontos fundamentais para a implementação da gestão participativa na sua empresa:

1.    Delegar poder

Forneça aos funcionários o poder, ou seja, a responsabilidade da tomada de decisão, independente do nível ou cargo.  Por exemplo, com o auxílio do seu gerente ele pode pensar e elaborar o seu trabalho.

2.   Motivar equipas

Os gestores devem trabalhar o processo de motivação da equipe para participarem das tomadas de decisão empresarial. Um exemplo simples é permitir aos colaboradores que eles escolham em quais tarefas preferem se concentrar e coordenar seu trabalho entre si.

3.   Promova a colaboração:

A comunicação interna deve ser efetiva, só assim é possível que a colaboração funcione da melhor forma. A construção da confiança recíproca possibilita o compartilhamento de problemas, com os colegas de equipe, os quais irão juntos buscar o desenvolvimento interno das equipes.

Pontos importantes a serem destacados

Embora a gestão participativa, seja interessante, ela não funciona como uma solução magica ou especial. Por isso, cada organizador deve avaliar cuidadosamente os  prós e os contras antes de implementar esse estilo de gerenciamento.

Além disso, os responsáveis pela modificação das gestões deve reconhecer a necessidade de um período para adaptação, com as mudanças. A consciência da dificuldade para aplicar a gestão participativa ajuda a compreender o processo como todo e os desafio enfrentados pelos gerentes e também pelos funcionários.

Com os objetivos pautados na colaboração em grupo, os gestores devem considerar maior tempo e dedicação dos funcionários a essas formulações. E com essa avaliação a empresa pode concluir se a mudança será útil para o sistema de produção atual.

Caso os funcionários não estejam atingindo as metas diárias ou semanais propostas, algumas modificações podem ser aplicadas antes da alteração do sistema de gestão.

A empresa pode designar um horário específico para cada um trabalhar junto como a gerência e compartilhar as suas ideias. Se necessário, o gerente pode designar ao colaborador um espaço durante a semana para trabalhar as ideias.

Exceções da gestão participativa

Vale ressaltar que a gestão participativa pode não se adequar a todas as situações. A colaboração em equipe não anula a autonomia dos responsáveis tomarem  decisões quando necessário. O papel do gestor pode ser solicitado em algum momento para que ele assuma a responsabilidade pelas escolhas feitas. Um grande exemplo dessa afirmação é quando existe a necessidade de uma advertência no trabalho para algum colaborador.

Isso estabelece um fato fundamental para as pessoas do cargo de gerência. Assumir a gerência significa maior responsabilidade e não privilégios. Tendo essa diferença em foco, a aplicação do modelo de gestão participativa ocorre de forma mais fluida, já que eles conseguem transferir parte da responsabilidade para os subordinados.

O tamanho da organização também é um fator a ser considerado, pois pode dificultar a implementação desse modelo. Isso porque, elas possuem mais camadas e níveis, o que reduz a comunicação efetiva e dificulta o registro das opiniões e sugestões de um grupo diverso de funcionários e gestores.

Conclusão

A gestão participativa é uma maneira de administrar o processo produtivo de uma empresa, distante do que abordado tradicionalmente. Ela permite a colaboração e valorização dos profissionais nas tomadas de decisões.

Existem diversos benefícios para as instituições que opte por implementar esse sistema. Porém, ele exige um tempo de adaptação, adequada formulação e planejamento, assim como o preparo da equipe por meio de capacitações.

Durante o processo de adaptação os responsáveis devem reconhecer que a gestão participativa não é simplesmente transferir responsabilidades. A participação somente pela participação não tem valor significativo. Ou seja, a gestão não se limita a convidar a equipe para participar de reuniões, mas sim implementar as ideias dos funcionários.

Embora esse modelo gere para as organizações aumento de produtividade, fatores importantes como o porte da empresa pode influenciar na modificação do sistema de gestão.

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