27 set 2021

O guia definitivo para você entender a liderança autocrática

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A liderança autocrática faz parte do vocabulário de gestão de pessoas. Afinal, estamos falando de um dos tipos de lideranças mais comuns no cenário corporativo. Mas, será que esse modelo de gestão é ideal?

Melhor perguntando: será que concentrar a autoridade nas mãos de uma única pessoa da equipe é a escolha mais acertada?

Neste artigo, faremos um raio-x sobre a liderança autocrática. Em outras palavras, vamos responder todas as perguntas comuns sobre esse tema. Nesse sentido, você saberá toda a parte conceitual, bem como as aplicabilidades desse tipo de gestão de equipes. Portanto, se ainda há interrogações e reticências sobre o lado autocrático das lideranças, a hora de esclarecer é agora.

Vamos lá?

 

O que é a liderança autocrática?

Para buscar a melhor resposta para essa pergunta, precisamos fazer um exercício morfológico sobre a palavra autocracia. Em síntese, esse termo de origem grega é traduzido como “governo de si próprio”. Contextualizando esse entendimento com a gestão de pessoas, podemos enxergar a liderança autocrática como a representação de uma visão centralizadora. Nesse cenário, o gestor é o responsável absoluto por todas as decisões.

Com base nessa centralização do poder, a liderança autocrática busca conduzir as ações dentro de uma estrutura de trabalho organizada e com um controle contínuo. Dessa forma, o foco dessa gestão está na eficiência dos resultados e no aumento da produtividade, sobretudo nas searas operacionais.

Apesar do posicionamento mais rígido, no entanto, o planejamento estratégico dessas empresas costuma abrir espaço para a troca de ideias. A palavra final, entretanto, fica a cargo do CEO, que sempre fará valer seu poder de decisão para direcionar a empresa conforme suas visões.

Por fim, é preciso entender que a liderança autocrática é comum em empresas que valorizam a hierarquia vertical. Ou seja, cada departamento possui seus gestores que, naturalmente, são subordinados a outros líderes.

 

As principais características da liderança autocrática

As definições sobre liderança autocrática datam de 1939, como resultados de estudos conduzidos pelo psicólogo Kurt Lewin. Em sua pesquisa, Lewin separou crianças em idade escolar em dois grupos, sendo que um líder era caracterizado como “autocrático” e o outro como “democrático”. As equipes foram orientadas a completarem um projeto de artes.

De acordo com os resultados, para esse tipo de tarefa, a liderança autocrática inibiu a criatividade, mas se comportou melhor com as tarefas operacionais. Dito isso, as seguintes características foram observadas:

  • Eficiência: alicerçada na busca por resultados perfeitos, a liderança autocrática busca reduzir as chances de erros;
  • Fortalecimento de políticas institucionais: o esclarecimento das atividades e valores da organização é um das premissas dos líderes;
  • Centralização: as equipes trabalham em torno de escopos deliberados pelos líderes;
  • Acompanhamento de processos: a supervisão das operações é feita com mais rigor;
  • Meritocracia: os bons desempenhos são reconhecidos e, na medida do possível, premiados.

Em suma, observa-se que a liderança autocrática é concentrada na organização de processos, na objetividade dos planos e, claro, na busca por um melhor aproveitamento. A frieza nas relações institucionais, bem como a dependência total dos gestores para aprovação das tarefas triviais, dificultam o desenvolvimento dessa modalidade de gestão. Dito isso, chegou a hora de analisarmos os prós e os contras desse tipo de liderança.

 

Vantagens da liderança autocrática

Conforme visto acima, as vantagens da liderança autocrática são mais associadas à precisão operacional e à forma de utilizar a gestão do tempo ao seu favor. Confira:

 

Agilidade nas decisões

Por estar nas mãos de uma única pessoa, as tomadas de decisões são bem rápidas. Em outras palavras, não há necessidade de fazer reuniões para debater ideias e possibilidades. Consequentemente, há bastante agilidade na condução do fluxo de todas as atividades.

 

Incentivo ao raciocínio lógico

O líder autocrático tende a desenvolver o raciocínio lógico. Diante de situações em que a ordem é decisiva, surge a necessidade de pensar no cenário macro. Logo, as decisões são rápidas, bem como dinâmicas e assertivas.

 

Destreza para lidar com estresse

A liderança autocrática também proporciona um alívio imediato nos momentos de estresse. Essa habilidade é possível porque esse tipo de líder tem facilidade para desenvolver inteligência emocional, ou seja, consegue separar razão e emoção.

 

Estímulo à especialização

O pensamento do líder autocrático planeja operações uniformes, tornando bem transparente a lógica da linha de produção. Dessa forma, há estímulos para que os profissionais elevem o grau de especialização. Logo, o rendimento fica mais expressivo, as falhas menos frequentes e, por consequência, há redução nos gastos com treinamentos.

 

Melhor performance das equipes

Sob a batuta de um líder autocrático, os profissionais inexperientes e os recém contratados desenvolvem um entendimento transparente do fluxo de trabalho. Com essa visão de saber exatamente o que fazer, os colaboradores conseguem otimizar resultados.

Como a liderança autocrática também é uma via de mão dupla, não deixe de conferir a próxima fase da nossa conversa.

 

Desvantagens da liderança autocrática

Alerta: as desvantagens desse modelo de liderança são extremamente sensíveis. Nesse sentido, o menor descuido pode fazer o líder agir como se fosse um chefe.

 

Abertura para conflitos

A liderança autocrática tende a não acatar opiniões, ou seja, as regras são determinadas sem muito debate. Esse elevado grau de inflexibilidade, no entanto, pode ser a centelha para acender conflitos e ressentimentos. Dessa forma, a satisfação, bem como o desempenho da equipe podem ser abalados. Afinal, os membros de uma equipe são indivíduos de culturas, opiniões e sentimentos diferentes. E uma vez que o lado emocional é abalado, as chances de conflitos são bem mais evidentes.

 

Sentimento de desvalorização

A inflexibilidade nos processos de tomada de decisões vista no item acima pode desmotivar os colaboradores. Por terem suas opiniões descartadas, os funcionários podem se sentirem desvalorizados. Entre outras consequências, essa desmotivação causa queda de produtividade e aumento de turnover, comportamento que é tendência no cenário brasileiro.

 

Dependência do líder

A concentração total do poder faz com que a presença do líder no desenvolvimento dos fluxos seja indispensável, essencial e imprescindível. Além de comprometer os processos de produção, essa dependência anula a proatividade.

 

Criatividade tolhida

Se você chegou até aqui, certamente percebeu que a liderança autocrática conduz os colaboradores a manterem foco nas atividades operacionais. Em outras palavras, o lado tático dos processos fica exclusivamente a cargo do líder. Como não enxergam a necessidade de serem propositivos e inovadores, os liderados sentem a criatividade ser praticamente atrofiada.

 

Conclusões sobre o líder autocrático

Em conclusão, entendemos que o conservadorismo do líder autocrático funciona melhor com os profissionais mais inexperientes e que precisam de uma direção objetiva. Apesar de suas características inflexíveis, o conhecimento sobre as políticas organizacionais pode tornar a liderança autocrática eficiente.

Além disso, a inteligência emocional aflorada, bem como a aura que emana responsabilidade, podem ser referências para que os liderados desenvolvam um perfil profissional adequado. O “calcanhar de Áquiles”, no entanto, é a centralização, que pode fazer com que o líder vire o chefe que só faz ordenar e ditar regras.

 

Uma ferramenta para toda as lideranças

Seja lá qual for a liderança, as ferramentas de gestão como o controle de ponto digital são essenciais. Nesse sentido, tecnologias como as do Genyo são perfeitas para gerenciar equipes.

O serviço oferece usabilidade intuitiva, bem como disponibiliza um painel de métricas gerenciais que monitoram assiduidade dos colaboradores. Em resumo, esses relatórios apresentam informações sobre atrasos, pontualidade e quais funcionários mais geram gastos com horas adicionais. Além disso, o controle de ponto também está pronto para:

  • calcular descanso semanal remunerado;
  • elaborar escalas de trabalho;
  • gerenciar banco de horas, horas extras e adicionais noturnos;
  • planejar férias;
  • fechar a folha de ponto.

Para melhorar, os colaboradores registram ponto via aplicativo para celular ou tablet. Para isso, basta fazerem o download do aplicativo grátis para Android e iOS. Além disso, o Genyo captura uma foto do funcionário bem como sua localização no momento do registro de ponto, seja online ou offline.

Por fim, se você precisa de segurança, eficiência e praticidade num mesmo serviço, o controle de ponto digital Genyo está pronto para fazer parte do cotidiano de qualquer tipo de liderança.

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