05 jul 2021

Como desenvolver a inteligência emocional?

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Entender como desenvolver a inteligência emocional (IE) é uma habilidade que tende a melhorar a vida em todos os campos. Afinal, o equilíbrio entre razão e emoção é o conhecimento essencial para conseguirmos tomar as melhores decisões. Mas como lidar com essa questão?

Antes de tudo, é preciso internalizar os conceitos em torno dos pilares da inteligência emocional. Eles são 5 e, em síntese, podem ser descritos nas seguintes habilidades: empatia, autoconhecimento, autogerenciamento, sociabilidade e automotivação. Além desses alicerces, você pode praticar alguns princípios relacionados à postura no dia a dia. Neste artigo, inclusive, conversaremos bastante sobre esse assunto.

Vamos lá?

 

6 princípios para saber como desenvolver a inteligência emocional

A literatura da psicologia indica várias obras a respeito desse tema. Para ajudá-lo na missão de como desenvolver a inteligência emocional, você pode combinar o conhecimento adquirido nesses livros sobre IE com alguns princípios essenciais. Abaixo, você verá quais são eles.

1. Analise e conheça o seu próprio comportamento

Essa observação deve ser divida em duas partes sempre quando você se deparar com as mais variadas situações, independentemente de serem boas ou ruins.

Em primeiro lugar, analise quais são as reações da mente e do corpo, bem como as sensações e os pensamentos que foram despertados. Num segundo momento, a observação deve ser sobre os sentimentos que foram aflorados, sejam eles positivos ou negativos. Procure tentar descobrir o que desencadeou tais reações físicas e mentais.

A avaliação aqui é observar e entender o impacto, bem como as relações, das atitudes e das sensações no cotidiano. Por consequência, se houver percepção de resultados negativos, a IE ajudará a descobrir quais mudanças devem ser adotadas.

2. Controle suas emoções

Todo indivíduo está sujeito a agir por impulso. Por mais que as consequências possam ser desastrosas, o ato de agir sem pensar existe desde que o mundo é mundo. As impulsividades, no entanto, podem gerar desconforto nas relações, bem como consequências difíceis de serem contornadas. Em outras palavras, as atitudes intempestivas quase sempre causam impactos negativos.

Portanto, procure aprender a controlar os impulsos e as emoções antes de tomar decisões ou dizer alguma coisa. Nesse sentido, tente moderar o instinto e priorize a calma e a razão.

3. Aprenda a ficar sob pressão

“A minha alucinação é suportar o dia a dia”, um dia cantou o poeta Belchior. Lá nos anos 70, o mestre da MPB já chamava atenção para as exigências do cotidiano, que costuma demandar soluções rápidas. Essas pressões, inclusive, se dividem em duas:

  • pressão interna: as auto cobranças por resultados
  • pressão externa: as que partem dos profissionais a quem devemos prestar contas

Para não sucumbir às pressões, é fundamental aprender a priorizar o que é mais importante. Um bom jeito para desenvolver esse hábito, inclusive, é começar a criar to do lists, sempre elencando as tarefas mais e as menos urgentes. Cuidar da saúde, ou seja, aproveitar bem os intervalos interjornadas, é uma excelente maneira para adquirir a confiança suficiente para lidar com pressão.

4. Modere as emoções negativas

Você já sentiu raiva, medo, insegurança e tristeza, por exemplo? Isso acontece por um óbvio motivo: as emoções negativas são humanamente inevitáveis. O problema, no entanto, é quando as nuvens negativas pairam sobre a nossa cabeça por tempo suficiente para abalar nossa estabilidade.

A inteligência emocional é uma ferramenta que nos ajuda a enxergar a vida sob uma perspectiva mais equilibrada. Nesse sentido, a IE proporciona uma autorregulação dos nossos sentimentos.

5. Se expresse sem medo

“Quem cala, consente” e, por consequência, acaba se anulando. Logo, uma série de negatividades ganha forças para entrar em ação. Portanto, expressar sua opinião é uma nítida forma de como desenvolver a inteligência emocional.

A comunicação sempre será a estratégia mais eficiente para lidar com conflitos. Em outras palavras, via diálogo, nós conseguimos esclarecer ideais e debater pontos de vista. Logo, conseguimos desenvolver questões complexas, sempre buscando as melhores soluções.

6. Pense primeiro, aja depois

De acordo com o psicólogo Daniel Goleman, um dos precursores da IE, o cérebro humano é guiado por dois hemisférios:

  • cérebro emocional: o primeiro a ser afetado pelos acontecimentos
  • cérebro pensante: responsável pelo ato de responder

O indivíduo que se guia pelo cérebro emocional reage de forma impulsiva, ou seja, estamos falando do mais puro efeito de ação e reação. Logo, basta que algo aconteça para que a pessoa que não sabe como desenvolver a inteligência emocional deixe essa parte do cérebro reagir instantaneamente.

A pessoa que tem a habilidade de utilizar o lado pensante do cérebro, em contrapartida, age de forma menos instintiva. Dessa forma, consegue analisar toda a situação ao seu redor antes de decidir qual é a melhor forma de se comportar naquele momento.

Dito isso, não deixe o cérebro emocional fazer seu corpo agir no “piloto automático”. É preciso dar mais campo para o cérebro pensante agir e, por consequência, te orientar a criar respostas mais racionais e menos atos impulsivos.

 

Mais dicas de como desenvolver a inteligência emocional

Os princípios descritos acima demandam vigilância e consciência. Algumas atividades como, por exemplo, pilates, meditação, controle de respiração e exercícios físicos em geral podem ajudar nesse processo. Além disso, é preciso cultivar a empatia e a resiliência.

Se você chegou até aqui, certamente precisa saber que aprender como desenvolver a inteligência emocional requer tempo. Logo, não há um prazo curto para estabelecer o equilíbrio entre razão e emoção. Todavia, em caso de qualquer sinal de instabilidade e dificuldade no desenvolvimento, não hesite em procurar a ajuda de um profissional da psicologia. Afinal, o psicólogo está devidamente preparado para orientar, com melhor destreza, a jornada que envolve a busca pelo desenvolvimento da IE.

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