14 mar 2022

O papel do employer branding na cultura organizacional

employer branding

A cultura organizacional tem sido uma premissa bastante valorizada pelas empresas em geral. Um dos conceitos associados ao desenvolvimento dessa cultura é o employer branding. Em suma, e sem exageros, esse termo tão comentado no meio corporativo pode conduzir uma empresa à excelência.

Entretanto, as relações entre employer branding e cultura organizacional ainda são um pouco obscuras para muitos gestores e líderes. Se para você esta questão ainda não é totalmente clara, este artigo é a sua leitura recomendada do dia. Esta nossa conversa deixará claras e definidas todas as suas perspectivas sobre esse tema.

Vamos lá?

 

O que é employer branding?

Com raízes na língua inglesa, o termo employer branding assume uma livre tradução de “marca do empregador”. Adentrando no tema, entende-se que o employer branding é mais um conjunto de estratégias essenciais que uma empresa precisa lançar mão. Afinal, entre seus principais objetivos, essa “marca do empregador” se resume em:

  • zelar pelo bem-estar do funcionário dentro da empresa;
  • valorar e valorizar o capital humano;
  • manter a boa imagem da organização tanto para público interno (colaboradores); quanto para o público externo (clientes, fornecedores, comunidade, etc).

Uma vez cumprido esses propósitos, a empresa torna-se uma boa empregadora. Logo, o employer branding é essencial para que a organização conquiste o selo “Great Place to The Work” [GPTW]. Muito mais do que significar “um excelente lugar para trabalhar”, a sigla GPTW “é uma consultoria global que apoia organizações a obterem melhores resultados por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação”.

 

As vantagens de desenvolver o employer branding na empresa

São formidáveis os resultados do desenvolvimento saudável das práticas de employer branding nas empresas. Para começar, o empregador que tem uma marca positiva consegue diminuir turnover. Além disso, a organização torna-se atraente para os profissionais diferenciados que estão em busca de oportunidades. Logo, a manutenção e a captação de talentos tornam uma equipe mais preparada para os mercados que estão cada vez mais competitivos, independente do setor de atuação.

O colaborador que se sente amparado pela instituição empregadora naturalmente tende a trabalhar com mais foco, engajamento e motivação. Consequentemente, os reflexos positivos do employer branding também podem ser observados na melhoria dos resultados e cumprimento de metas. Sendo assim, as boas marcas do empregador incentivam a equipe a ser mais produtiva, naturalmente, trabalhar com mais dedicação e sempre buscando o melhor desempenho.

Por fim, se você chegou até aqui, certamente percebeu que o employer branding provoca uma espiral virtuosa que começa no relacionamento com o colaborador e culmina no aumento dos lucros. Afinal, equipe bem cuidada trabalha de forma mais engajada, entrega melhores resultados e só faz agregar toda sorte de valor ao produto final.

 

O que é cultura organizacional?

A cultura organizacional é o conjunto de valores, crenças, princípios e missões que configuram a identidade de uma empresa como marca.

Em outras palavras, trata-se das coordenadas que direcionam o GPS dos comportamentos e hábitos de todos os membros da empresa. Nesse sentido, a cultura é o grande marco referencial para dinâmicas internas e externas que a organização apresenta.

Essas diretrizes regem a forma de pensar, sentir e agir de todos os indivíduos que fazem parte de um negócio. Os princípios da cultura também regem os processos de gestão organizacional e os planejamento estratégicos, duas situações associadas ao capital humano da empresa.

 

Quais são os tipos de cultura organizacional

De acordo com o filósofo irlandês Charles Handy, no livro Gods of management, o conceito de cultura organizacional assume quatro tipos de perfil:

  1. cultura de poder: centralização de poder em uma pessoa. As faz divisões de trabalho são baseadas em funções e produtos;
  2. cultura de papéis: abordagem baseada na definição do papel ou do trabalho a ser feito, não em personalidades;
  3. cultura de tarefas: o foco da gestão está na resolução de problemas de forma bem-sucedida;
  4. cultura de pessoas: prioriza a valorização dos talentos presentes na empresa.

O quarto item da lista acima é o elo entre a cultura organizacional e a questão do employer branding. Segundo Handy, uma via de mão dupla pavimenta as relações entre empresa e colaborador. Nesse sentido, os indivíduos da organização atuam [de forma remunerada, claro] para ajudá-la a conquistar seu propósito. Em contrapartida, a organização também tem o papel de ajudar o profissional a alcançar seus objetivos.

 

As relações entre employer branding e cultura organizacional

Se você chegou até aqui, certamente matou essa charada com as seguintes e poucas palavras: cultura e satisfação do colaborador. Essa relação pode ser explicada no esqueminha compacto abaixo:

  • a cultura define o conjunto de crenças e condutas de uma organização;
  • o employer branding cuida para que os direcionamentos da cultura sejam devidamente praticados e orientados ao bem-estar do funcionário.

E é aí que novamente precisamos voltar a falar sobre GPTW. Afinal, os melhores lugares para trabalhar são aqueles que investem em cultura organizacional e, claro, planejam ações internas que priorizam a satisfação dos colaboradores.

Qual profissional cuida do employer branding?

Antes de tudo, é preciso entender que employer branding não é uma tarefa, mas sim uma questão conceitual. Logo, não existe necessariamente um profissional que seja mais indicado do que o outro para cuidar da aplicação desse conceito. Geralmente, esses processos ficam nas mãos dos times de Marketing e/ou Recursos Humanos. Porém, há empresas que optam por criar um time focado em gerenciar os aspectos associados à “marca do empregador”.

 

O papel do líder nos processos de employer branding na cultura organizacional

As lideranças da empresa também exercem papel de protagonismo nos processos de desenvolvimento do employer branding na cultura organizacional. Afinal, os líderes tendem a ser engajados nos movimentos internos, bem como nas tendências de gestão.

Não compete ao líder, no entanto, a atribuição de definir rumos, parâmetros e níveis da cultura em uma organização. A função da liderança está mais concentrada em estreitar o diálogo entre equipes e compreender a dinâmica da empresa como um todo. Nesse sentido, os líderes devem conseguir enxergar necessidades e direcionar soluções.

Por fim, mas não menos importante, os líderes precisam ter em mente que a cultura organizacional bem fundamentada é integralmente associada à satisfação do colaborador. Dessa forma, funcionários que se sentem felizes no local de trabalho, confortáveis no espaço profissional, trabalham mais motivados e entregam resultados melhores.

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