01 nov 2021

Liderança liberal: tudo sobre esse controverso modelo de gestão

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Dentre os 7 modelos de gestão de pessoas mais comuns no meio corporativo, a liderança liberal é a que levanta tais discussões. Afinal, o seu posicionamento nada conservador pode desencadear uma série de “franzir de sobrancelhas”. Porém, há quem acredite que o conceito laissez-faire (termo francês que significa “deixar fazer”) só faz agregar valor.

Então? Será que liderança liberal é um “mar de reticências” ou há pontos de “exclamação” que imprimem sentidos louváveis nesse tipo de gestão?

A dúvida acima é pertinente e, naturalmente, mais comum do que você possa supor. Neste artigo, no entanto, você encontra um dossiê de como o líder liberal desenvolve seus processos de gestão. Dessa forma, você terá um material completo para fazer suas reflexões acerca desse modelo de liderança.

Vem comigo?

 

O que é liderança liberal?

Conforme você conferiu no começo da nossa conversa, a de liderança liberal é um conceito está atrelado à ausência de conservadorismo na maneira de conduzir uma equipe. Nesse sentido, a gestão acontece de forma colaborativa e nada centralizadora. Logo, os processos são totalmente dependentes das ideias, sugestões e decisões vindas dos liderados.

Para entender melhor esse tipo de liderança, precisamos lembrar do outro nome popular designado a ela: laissez faire, termo em francês, que significa “deixar fazer”. Esse codinome reforça a ideia de gestão simples e prática, que busca envolver todos da equipe em todas as etapas dos processos, partindo do planejamento, passando pelas decisões e culminando nas fases de execução.

Por fim, não podemos confundir o liberalismo com a libertinagem. Dito isso, é necessário entender que o líder continua sendo figura central, mas abre espaço para que as vozes de seus liderados sejam ouvidas e, na medida do possível, transformadas em ações.

 

Quais as características da liderança liberal?

A principal característica do líder liberal é o comportamento passivo. Nesse sentido, os colaboradores são livres para tomarem as decisões no ambiente corporativo. Essa liberdade busca ser um incentivo para que cada liderado colabore de forma incisiva com o desenvolvimento da empresa.

O líder liberal não assume o papel de determinar como serão os desenvolvimentos de processos e tampouco fiscaliza o andamento das tarefas. Em outras palavras, o funcionário fica à vontade para criar, desenvolver e até mesmo interferir nas metodologias dos trabalhos que estão em fase de desenvolvimento.

Apesar de estar relativamente distante das etapas do desenvolvimento dos processos, o gestor continua sendo importante. Em casos de dúvidas, gerenciamento de conflitos e contato com as esferas superiores da hierarquia, o líder é a pessoa a quem recorrer.

Teoricamente, a liderança liberal aparenta ser moderna, visionária, revolucionária e vários outros adjetivos. De fato, ela promove muitos benefícios em um ambiente organizacional. Porém, há algumas desvantagens que precisam ser friamente consideradas ao aplicar os conceitos da gestão flexível. Mais adiante, inclusive, trataremos sobre essas questões de prós e contras, ou seja, continue comigo.

 

Quando usar a laissez-faire

Em linhas gerais, a liderança liberal tende a funcionar melhor quando aplicada em equipes experientes e entrosadas. Afinal, esses ambientes corporativos são mais propícios a não necessitarem da figura de um líder “capitaneando” o time, pois os laços de confiança entre os envolvidos são mais fortes.

Outro momento oportuno para a adoção do modelo laissez-faire é quando a empresa precisa de criatividade. Afinal, as lideranças centralizadas, em que os colaboradores têm liberdade de expressão restrita ou bem dizer nula, podem engessar a fluidez dos processos criativos no ambiente.

 

Vantagens e desvantagens do liderança liberal

A presença do líder de perfil liberal numa empresa é uma via de mão dupla, ou seja, há benefícios e malefícios. Partindo de nosso posicionamento transparente, é nosso dever explanar as duas variáveis.

 

Quais são as vantagens da liderança liberal?

Veja a seguir os principais benefícios que a gestão laissez-faire pode trazer para a sua empresa.

 

Novas visões, ideias oxigenadas e variadas

Para começar, a liderança liberal abre espaço para inovação. Isso acontece, sobretudo, porque todos da equipe participam de todas as etapas do processo. Dessa forma, são várias mentes diferentes pensando em conjunto. O resultado, na melhor das hipóteses, são brainstorms mais robustos e com possibilidades de revolucionar.

 

Democratização nas tomadas de decisão

A gerência descentralizada torna as tomadas de decisões mais democráticas. À sua maneira, cada liderado opina com sua experiência, visão de mundo e expertise. Dessa forma, boa parte do comando dos projetos conta com participação dos funcionários, que não devem hesitar em consultar o gestor.

 

Crescimento profissional do funcionário

A liderança liberal é um passaporte para o desenvolvimento da autogestão. Afinal, essa é a habilidade profissional que facilita a organização dos projetos e, por consequência, a chegada dos melhores resultados. Nesse cenário de liberdade e confiança, o liderado passa a ter possibilidades de crescer profissionalmente.

 

Engajamento com a organização

A liderança laissez-faire só funciona quando todos conhecem as missões e valores da empresa. Com essa informação na ponta dos dedos, o profissional tende a fortalecer sua identificação com as cores da empresa. Por consequência, o colaborador mais engajado tende a entregar melhores resultados.

São realmente interessantes essas vantagens, concorda? Em suma, estamos falando de aumentar a produtividade, engajamento, melhores resultados, entre outros benefícios. Mas já sempre há o outro lado da moeda, continue por aqui, pois temos informações esclarecedoras para você.

 

Quais as desvantagens da liderança liberal?

A seguir, vamos conversar sobre as dificuldades que o líder desse modelo de gestão pode encontrar.

 

Desorganização no ambiente de trabalho

Sem maturidade profissional realmente desenvolvida, a autogestão pode tirar dos trilhos o bom andamento do trabalho. Nesse sentido, um clima de desorganização pode tomar conta do ambiente de trabalho e, por consequência, alimentar conflitos interpessoais.

 

Queda na produtividade

Essa falta de organização, ou a dificuldade de se auto liderar, podem reduzir a produtividade do funcionário. A longo prazo, essa incapacidade de ser produtivo pode prejudicar outros setores da empresa, e não apenas o próprio projeto. Assim, assegurar-se dessa possibilidade de implementação é mais que fundamental.

 

Enfraquecimento da figura do líder

Muitas vezes o ambiente liberal pode enfraquecer a figura do líder. Afinal a autogestão, desde que aplicada incorretamente, pode abrir brechas para o colaborador pensar em ausência de hierarquia. Dessa forma, é necessário frisar que há demandas que sempre serão responsabilidades da gestão.

 

Dificuldade de atuar sem supervisão

Entre os perfis profissionais há os que são funcionários excelentes, desde que supervisionados de perto. Essa característica é comum, por exemplo, para os talentos que estão começando a carreira. Na liderança liberal, quem não sabe lidar com a falta de supervisão mais constante e presente, certamente terá rendimento bem menor.

 

Conclusões sobre o líder liberal

Quando se sentem mais livres, os liderados não colocam limites em suas ideias, o que pode dar origem a soluções diferenciadas e incríveis para a empresa. Dessa forma, entende-se que a autogestão alimenta uma autoconfiança que pode trazer ótimos resultados.

O ponto fraco da liderança liberal, no entanto, é algo que realmente deve ser considerado. Afinal, nem todos os profissionais estão prontos para entender que a liderança liberal não anula a necessidade do papel de um líder. Sendo assim, esse modelo de gestão tende a não funcionar bem com equipes pouco experientes.

Por fim, tudo é questão de adaptação e conscientização. Logo, caso opte por investir num líder liberal, lembre-se de mapear o perfil de cada colaborador e esteja pronto para preparar treinamentos e exercer comunicação assertiva.

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