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26 jul 2021

Banco de horas: como funciona e para que serve?

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O banco de horas é uma alternativa para gerenciar jornadas de trabalho. Esse sistema permite o acúmulo de horas, que serão compensadas em escalas reduzidas ou dias de folga.

Apesar de essencial no setor de gestão de pessoas da atualidade, essa modalidade ainda é cercada de tabus. Neste artigo, você confere um guia completo para entender o que é, bem como aplicar o banco de horas aí na sua empresa.

 

O que é o banco de horas?

Em 1998, a economia brasileira passou por um momento de recessão. Entre outras tentativas para remediar o problema, o então governo FHC firmou a Lei 9.601, que promoveu mudanças na CLT. Uma das modificações instituiu o banco de horas, uma ferramenta de gestão das áreas de RH e DP, que flexibiliza a jornada do colaborador. Como consequência para as empresas, essa medida proporciona redução no orçamento destinado às folhas de pagamento.
Essa flexibilidade possibilitou que empregadores e empregados pudessem negociar a compensação de horas no trabalho. Dessa forma, quando um colaborador chega mais cedo ou continua trabalhando após o fim do expediente, seu banco de horas é creditado.

Em contrapartida, se o funcionário chegar atrasado, sair no meio da jornada ou faltar sem justificar, o saldo de horas diminui. Conforme for esse tipo de incidência, o banco de horas pode ficar negativo.

 

Como funciona o banco de horas?

Na prática, o funcionamento dessa ferramenta é bem simples: quando o funcionário trabalha a mais em um dia, precisa trabalhar a menos em outro. É preciso frisar, no entanto, que a compensação de horas não precisa ser feita de imediato. Desde que haja concordância entre empresa e funcionário, é permitido estabelecer prazos menores para compensação, como de 1 mês ou de 6 meses.

Se o acordo for firmado via convenção coletiva com sindicato, as horas a mais devem ser compensadas no período máximo de 1 ano. Caso essa janela de tempo não for respeitada, as horas excedentes devem ser adicionadas à folha de pagamento.

Em contrapartida, a dinâmica do banco de horas muda quando o acordo seja feito individualmente e não de forma coletiva com o sindicato. Se assim for, o tempo para o colaborador compensar as horas é de 6 meses. Vencido esse prazo, as horas extras devem ser pagas com o acréscimo de pelo menos 50% do valor da hora normal.

Por fim, é interessante considerar algumas maneiras bem funcionais para abater o saldo positivo do banco de horas. As partes envolvidas podem, por exemplo, planejar emendar um feriado ou até mesmo antecipar as férias.

 

Diferenças entre banco de horas e horas extras

Antes de tudo, precisamos entender que hora extra e banco de horas são formas de compensar o tempo a mais que o colaborador trabalha.

Em síntese, a diferença entre elas é que, quando o regime é de banco de horas, o tempo creditado é compensado em abatimento de atrasos ou folga. Em contrapartida, as horas extras trabalhadas são pagas em dinheiro.

A remuneração das horas extras tem como principal diretriz o valor da hora trabalhada. Dessa forma, de segunda a sábado o tempo adicional vale 50% a mais da hora normal; já nos domingos e feriados, paga-se 100%.

 

Vantagens e desvantagens de ter banco de horas na empresa

Em suma, o banco de horas proporciona vantagens tanto para a empresa, quanto para o funcionário. Esses ganhos, no entanto, dependem de algumas circunstâncias, conforme veremos abaixo.

Vantagens do banco de horas para a empresa

A principal vantagem do banco de horas é a flexibilidade da jornada de trabalho. Dessa forma, a empresa consegue aproveitar o trabalho de seus funcionários de forma estratégica. Nesse sentido, em casos de sazonalidade do mercado, por exemplo, é possível planejar horas adicionais em momentos de alta demanda. Além disso, fica mais viável organizar escalas de folgas, quando a intensidade do serviço diminuir.

Vantagens do banco de horas para o colaborador

Com a adesão do banco de horas, o colaborador ganha campo para aproveitar melhor o seu tempo livre. Em outras palavras, o empregador ganha a vantagem de conseguir prolongar feriados, férias e finais de semana. Ademais, a flexibilidade da jornada evita descontos no salário, em caso de eventuais atrasos ou encerramento antecipado de expediente.

Desvantagens do banco de horas

Em suma, as desvantagens do banco de horas são bem poucas. Para o colaborador, o gargalo é não receber um valor a mais, como seria o caso das horas extras.

Se a empresa não fizer uma gestão realmente eficiente, pode haver problemas financeiros. Se o prazo de compensação do banco for ultrapassado, há a obrigatoriedade de efetuar o pagamento em dinheiro para o funcionário. Em casos mais extremos, o colaborador pode reivindicar o recebimento do seu banco de horas por vias judiciais, ou seja, processo trabalhista.

 

Como fazer uma gestão correta do banco de horas?

Para que o banco de horas funcione de forma eficiente, a palavra-chave é “planejamento”. Logo, empresa e colaboradores precisam estar na “mesma página”, ou seja, a transparência na estratégia deve cobrir da implementação à definição de datas para compensação.

Além disso, é imprescindível que o funcionário tenha acesso e autonomia sobre seu saldo do banco de horas. Ademais, não deve haver a menor margem de dúvidas a respeito dos prazos para compensação acordados.

 

Genyo: a solução ideal para o banco de horas da sua empresa

Publicada em 2011, a portaria 373 MTE autorizou a utilização de formas alternativas de controle de ponto dos funcionários e adesão do banco de horas. Logo, é mais do que seguro e providencial usar métodos digitais para gerenciar a jornada de trabalho. Nesse sentido, o controle de ponto digital Genyo é a opção mais indicada, econômica e eficiente para a sua empresa.

O Genyo é um serviço de controle de ponto preparado para trabalhar com banco de horas, horas extras. Inteligente até no nome, a tecnologia também lida com horas mistas – para o caso de sua empresa acordar com os colaboradores a fusão das duas modalidades.

A ferramenta disponibiliza todo o histórico de ponto dos colaboradores, pois, está pronta receber a migração de dados vindos de outros sistemas mais obsoletos. Além disso, de forma bem prática, ou seja, com um único clique, é possível fazer a quitação de banco de horas de um ou mais colaboradores. Ademais, o Genyo é uma ferramenta pronta para calcular, abater e lançar horas excedentes.

Por fim, mas não menos importante, o sistema funciona no computador e oferece aplicativo grátis para Android e iOS. Portanto, não perca mais tempo! Venha para o lado genial da gestão de jornada.

19 jul 2021

Podcasts para líderes que você precisa ouvir!

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Para exercer uma boa liderança, o profissional precisa lançar mão de algumas ferramentas. Afinal, a eficiência é resultado de uma cadeia de qualidades formatada por senso visionário e abertura à inovação. Nesse sentido, os podcasts para líderes chegam para modernizar e dar insights para o dia a dia de um gestor.

Certamente, você já teve algum contato com os podcasts mais badalados das emissoras de rádio brasileiras. Em sua maioria, indubitavelmente, esses produtos são muito bem desenvolvidos e coordenados.

Mas já pensou na possibilidade de expandir suas fontes de conhecimento? Se sua resposta for “sim”, seus olhos estão no artigo certo. Ao longo desta nossa conversa, te indicaremos os melhores podcasts para líderes. É só acessar os links, abrir o seu filtro de informações e aproveitar o que há de mais interessante nos ensinamentos.

 

5 podcasts para líderes que você precisa ouvir

De acordo com dados da Associação Brasileira de Podcasters (Abpod), o podcast é um produto consumido por mais de 34 milhões de pessoas. Dessa forma, você pode imaginar que há assuntos e temas para todos os públicos. Dito isso, se prepare para conhecer os podcasts para líderes que ajudarão a melhorar o seu trabalho com gestão de pessoas.

Antes de tudo, é preciso esclarecer que esta lista foca em podcasts para líderes produzidos em língua portuguesa. Em outras palavras, não há indicação de conteúdos gravados em outras línguas.

Prepare seus fones de ouvido, abra a sua mente e aproveite o que há de melhor em cada episódio que dar play.

 

1. Qualicast

Qualicast é desenvolvido pela Qualiex, empresa que desenvolve softwares para gestão da qualidade. Entre outros temas, os episódios abordam cultura organizacional, produtividade e organização pessoal, gestão de riscos e indicadores.

Os episódios são apresentados por Jeison Arenhart, CEO da Forlogic Software e mestre em engenharia de produção; Monise Carla, comunicóloga; e Marina Antunes, profissional da Qualidade na Forlogic Software. No site do Qualicast, você encontra os links oficiais das plataformas para ouvir o podcast.

2. Guzo

Esse podcast é desenvolvido pela Guzo, empresa especialista em palestras, treinamentos e consultoria nas áreas de gestão de pessoas, bem como em gestão de negócios. A apresentação dos programas fica a cargo de Jorge Guzo, CEO e palestrante da firma.

Em sua maioria, os temas abordados aqui são focados em coaching, motivação e feedback. Além disso, a empresa também oferece materiais orientados aos mais diversos tópicos da gestão de pessoas. Os episódios desse que é um dos melhores podcasts para líderes estão disponíveis no site da Guzo.

3. Líder HD

Seja lá qual for o seu tipo de liderança, o Líder HD é um podcast fundamental. A apresentação é comandada por Michael Oliveira, Fundador do Instituto Brasileiro de Liderança, que disponibiliza conteúdos e cursos voltados para líderes.

Os temas comentados nos episódios tratam de assuntos relacionados às boas práticas de gestão de pessoas. Além disso, também rolam dicas que ajudam a melhorar o cotidiano de líderes e suas equipes. Os episódios do podcast Líder HD são publicados no Soundcloud.

4. Like a Boss – um dos mais completos podcasts para líderes em português

Assumindo o formato de série, o Like a Boss atualmente está em sua 8ª temporada. A cada temporada são 6 conversas com profissionais que exercem papel de liderança nas organizações, fundadores de startups e empresas inovadoras. A ideia é conhecer suas decisões e como trabalham.

A iniciativa é capitaneada por Pedro Silveira, CEO da Caelum Alura, plataforma de cursos EAD; e Rodrigo Dantas, CEO do Vindi, plataforma de pagamentos online. Os episódios estão todos disponíveis no site do Like a Boss.

5. Lidercast

O Lidercast é criação do jornalista Luciano Pires, responsável pelo site Café Brasil. O veículo aborda temas que vão de cultura pop até gestão de pessoas. Em suma, a ideia é promover “fitness intelectual”, por meio de discussões saudáveis e pertinentes para a sociedade.

Em seu vasto menu de conteúdos disponibilizados, Pires priorizou os temas voltados à liderança no Lidercast. Os episódios são semanais e trazem entrevistas com profissionais que se destacam em suas carreiras. É só dar o play e manter seu cérebro em forma.

 

“Como podcasts para líderes podem me ajudar?”

Se você chegou até aqui, certamente percebeu que os podcasts para líderes são ferramentas essenciais para o desenvolvimento de uma gestão de qualidade. Porém, “palavras até o vento leva”. Logo, é preciso filtrar bem as informações e analisar como elas se enquadram na cultura organizacional da empresa.

Em síntese, as audições atenciosas podem te proporcionar uma série de insights para você aplicar no dia a dia. É importante, no entanto, moderar um pouco a empolgação. Afinal de contas, ideias inovadoras e revolucionárias não podem ser implementadas sem um planejamento estratégico.

Por fim, mas não menos importante, lembre-se que o trabalho do gestor não funciona com receitas ou fórmulas milagrosas. Em outras palavras, o conteúdo consumido em um podcast deve ser encarado como inspiração e não como palavra de ordem.

Gostou desta nossa conversa de hoje? Que tal, então, compartilhar o link deste artigo nos seus grupos de WhatsApp, Telegram e redes sociais, mas sempre marcando seus amigos que são líderes? Desde já, a equipe do Controle de Ponto Digital Genyo deseja ótimas audições a todos.

12 jul 2021

Como superar a síndrome do impostor?

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Superar a síndrome do impostor é uma conquista que pode fazer o profissional, que se sente uma farsa, enxergar a carreira sob outras perspectivas. Lidar com um problema de tamanha envergadura, no entanto, não é tarefa das mais simples. Neste artigo, porém, iremos conversar sobre algumas atitudes e posturas que você pode adotar para vencer essa adversidade.

Desde já, saiba que essa condição é mais comum do que podemos imaginar. Profissionais bem sucedidos como Michele Obama, só para citar um exemplo, tiveram que lidar com síndrome do impostor em algum momento. Em outras palavras, é possível lidar, contornar e superar esse transtorno.

Se você estiver enfrentando os males causados por essa síndrome, não perca nem uma frase deste texto, combinado?

 

As melhores dicas para superar a síndrome do impostor

Antes de tudo, é preciso esclarecer que não há métodos mirabolantes para superar a síndrome do impostor. Dessa forma, é preciso enxergar o problema sob óticas mais tangíveis. Em outras palavras, o ideal é racionalizar e repensar atitudes e posturas. Abaixo, você confere uma listinha de gestos que pode começar a praticar agora mesmo.

1. Aprenda a aceitar elogios

O simples ato de elogiar é o jeito mais fácil, gratuito e verdadeiro de se reconhecer um trabalho bem realizado.

Quem sofre da síndrome do impostor, no entanto, simplesmente não consegue receber elogios. Sendo assim, se você é frequentemente elogiado, descarte as teorias da conspiração. Nesse sentido, procure entender que as pessoas ao seu redor não estão sendo falsas contigo, ou seja, ninguém exalta suas qualidades apenas para te agradar.

Procure trabalhar a sua mente para começar a aceitar, de coração bem aberto, os elogios recebidos. Experimente tentar se sentir grato e orgulhoso de si mesmo. Com essa mudança de atitude, muitas coisas na sua vida em geral mudarão para melhor.

2. Reconheça suas virtudes e pontos notáveis

O fator sorte pode ser parte da equação que explica a posição de uma carreira. Certamente, não há nada de errado com isso. O problema acontece quando o profissional entende que o próprio sucesso é mais fruto do acaso do que da competência.

Para driblar o pensamento acima, você pode começar cultivando a hombridade de compreender que ninguém sabe tudo e menos ainda é o melhor em todas as coisas que faz. A partir daí, fica mais fácil reconhecer que sem suas virtudes e talentos, seria impossível estar no posto atual.

Outra dica de ouro é desenvolver o hábito de anotar os seus pontos fortes e conferir essa lista diariamente, sobretudo quando sentir a maré de pensamentos negativos chegando. Por consequência, lembrar-se de seus talentos poderá auxiliá-lo a entender que você é bom o bastante.

3. Compartilhe seu conhecimento

Ao longo de sua trajetória profissional, certamente você aprendeu muitas coisas relevantes. Os momentos de adversidades, inclusive, costumam ser as melhores fontes de aprendizado.

Que tal, então, pensar na possibilidade de compartilhar seus conhecimentos com os demais? A sua bagagem pode fazer a diferença para muitos de seus colegas de profissão. Além disso, essa troca de aprendizados pode te ajudar a se reapaixonar por sua carreira, bem como a aliviar o estresse.

E o melhor de tudo, conforme você pode até não imaginar, é que não é difícil fazer a sua voz ser ouvida. Você pode, por exemplo, lançar um blog pessoal ou até mesmo investir num canal do YouTube. Outra alternativa é alinhar, junto à equipe de Recursos Humanos, a sua participação em workshops e até mesmo eventuais treinamentos.

4. Elimine as comparações

Para superar a síndrome do impostor, é necessário excluir o verbo “comparar” do dia a dia. De antemão, por exemplo, é prudente parar de gastar energia pensando no sucesso dos outros nas redes sociais. Em suma, elas abrem as maiores portas para o fantasma da comparação.

Procure viver um dia de cada vez, sempre buscando uma relação de equilíbrio entre suas competências e fragilidades. Afinal, elas fazem parte da essência de qualquer ser humano. Aprenda a respeitar, bem como a valorizar as suas experiências, pois elas são provas cabais de que você não é uma fraude.

Ah! E sobre as redes sociais, não se esqueça: mais de 80% das pessoas admitem que já mentiram na internet. Portanto, não leve muito a sério as ostentações publicadas no Instagram, bem como os “textões” disponíveis no Facebook, ou LinkedIn.

 

O que mais fazer para superar a síndrome do impostor?

Se você chegou até aqui, teve a oportunidade de observar algumas posturas que podem ajudá-lo a superar a síndrome do impostor. Porém, para finalizarmos a nossa conversa em grande estilo, vamos a mais dois conselhos indispensáveis.

Primeiramente, tire um tempo para si mesmo. Invista no seu intervalo interjornada! Nesse sentido, procure fazer atividades que te dão prazer e desenvolva hobbies. Esses momentos de descontração são ótimos para clarear ideias, bem como para melhorar a autoestima. Por consequência, você terá mais facilidade para reconhecer as suas virtudes e conquistas pessoais e profissionais. Se ame, se cuide, se valorize!

Se mesmo depois de todos os esforços você continuar se sentindo uma fraude, é providencial buscar por apoio profissional. Em outras palavras, invista num processo terapêutico, pois, um psicólogo poderá ajudá-lo a superar a síndrome do impostor. Afinal, se não controlada, essa situação pode se agravar e desencadear problemas do calibre da depressão e da ansiedade.

Por fim, não esqueça de compartilhar o link deste post com seus conhecidos e colegas que também precisam superar a síndrome do impostor. Juntos, todos somos mais fortes.

05 jul 2021

Como desenvolver a inteligência emocional?

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Entender como desenvolver a inteligência emocional (IE) é uma habilidade que tende a melhorar a vida em todos os campos. Afinal, o equilíbrio entre razão e emoção é o conhecimento essencial para conseguirmos tomar as melhores decisões. Mas como lidar com essa questão?

Antes de tudo, é preciso internalizar os conceitos em torno dos pilares da inteligência emocional. Eles são 5 e, em síntese, podem ser descritos nas seguintes habilidades: empatia, autoconhecimento, autogerenciamento, sociabilidade e automotivação. Além desses alicerces, você pode praticar alguns princípios relacionados à postura no dia a dia. Neste artigo, inclusive, conversaremos bastante sobre esse assunto.

Vamos lá?

 

6 princípios para saber como desenvolver a inteligência emocional

A literatura da psicologia indica várias obras a respeito desse tema. Para ajudá-lo na missão de como desenvolver a inteligência emocional, você pode combinar o conhecimento adquirido nesses livros sobre IE com alguns princípios essenciais. Abaixo, você verá quais são eles.

1. Analise e conheça o seu próprio comportamento

Essa observação deve ser divida em duas partes sempre quando você se deparar com as mais variadas situações, independentemente de serem boas ou ruins.

Em primeiro lugar, analise quais são as reações da mente e do corpo, bem como as sensações e os pensamentos que foram despertados. Num segundo momento, a observação deve ser sobre os sentimentos que foram aflorados, sejam eles positivos ou negativos. Procure tentar descobrir o que desencadeou tais reações físicas e mentais.

A avaliação aqui é observar e entender o impacto, bem como as relações, das atitudes e das sensações no cotidiano. Por consequência, se houver percepção de resultados negativos, a IE ajudará a descobrir quais mudanças devem ser adotadas.

2. Controle suas emoções

Todo indivíduo está sujeito a agir por impulso. Por mais que as consequências possam ser desastrosas, o ato de agir sem pensar existe desde que o mundo é mundo. As impulsividades, no entanto, podem gerar desconforto nas relações, bem como consequências difíceis de serem contornadas. Em outras palavras, as atitudes intempestivas quase sempre causam impactos negativos.

Portanto, procure aprender a controlar os impulsos e as emoções antes de tomar decisões ou dizer alguma coisa. Nesse sentido, tente moderar o instinto e priorize a calma e a razão.

3. Aprenda a ficar sob pressão

“A minha alucinação é suportar o dia a dia”, um dia cantou o poeta Belchior. Lá nos anos 70, o mestre da MPB já chamava atenção para as exigências do cotidiano, que costuma demandar soluções rápidas. Essas pressões, inclusive, se dividem em duas:

  • pressão interna: as auto cobranças por resultados
  • pressão externa: as que partem dos profissionais a quem devemos prestar contas

Para não sucumbir às pressões, é fundamental aprender a priorizar o que é mais importante. Um bom jeito para desenvolver esse hábito, inclusive, é começar a criar to do lists, sempre elencando as tarefas mais e as menos urgentes. Cuidar da saúde, ou seja, aproveitar bem os intervalos interjornadas, é uma excelente maneira para adquirir a confiança suficiente para lidar com pressão.

4. Modere as emoções negativas

Você já sentiu raiva, medo, insegurança e tristeza, por exemplo? Isso acontece por um óbvio motivo: as emoções negativas são humanamente inevitáveis. O problema, no entanto, é quando as nuvens negativas pairam sobre a nossa cabeça por tempo suficiente para abalar nossa estabilidade.

A inteligência emocional é uma ferramenta que nos ajuda a enxergar a vida sob uma perspectiva mais equilibrada. Nesse sentido, a IE proporciona uma autorregulação dos nossos sentimentos.

5. Se expresse sem medo

“Quem cala, consente” e, por consequência, acaba se anulando. Logo, uma série de negatividades ganha forças para entrar em ação. Portanto, expressar sua opinião é uma nítida forma de como desenvolver a inteligência emocional.

A comunicação sempre será a estratégia mais eficiente para lidar com conflitos. Em outras palavras, via diálogo, nós conseguimos esclarecer ideais e debater pontos de vista. Logo, conseguimos desenvolver questões complexas, sempre buscando as melhores soluções.

6. Pense primeiro, aja depois

De acordo com o psicólogo Daniel Goleman, um dos precursores da IE, o cérebro humano é guiado por dois hemisférios:

  • cérebro emocional: o primeiro a ser afetado pelos acontecimentos
  • cérebro pensante: responsável pelo ato de responder

O indivíduo que se guia pelo cérebro emocional reage de forma impulsiva, ou seja, estamos falando do mais puro efeito de ação e reação. Logo, basta que algo aconteça para que a pessoa que não sabe como desenvolver a inteligência emocional deixe essa parte do cérebro reagir instantaneamente.

A pessoa que tem a habilidade de utilizar o lado pensante do cérebro, em contrapartida, age de forma menos instintiva. Dessa forma, consegue analisar toda a situação ao seu redor antes de decidir qual é a melhor forma de se comportar naquele momento.

Dito isso, não deixe o cérebro emocional fazer seu corpo agir no “piloto automático”. É preciso dar mais campo para o cérebro pensante agir e, por consequência, te orientar a criar respostas mais racionais e menos atos impulsivos.

 

Mais dicas de como desenvolver a inteligência emocional

Os princípios descritos acima demandam vigilância e consciência. Algumas atividades como, por exemplo, pilates, meditação, controle de respiração e exercícios físicos em geral podem ajudar nesse processo. Além disso, é preciso cultivar a empatia e a resiliência.

Se você chegou até aqui, certamente precisa saber que aprender como desenvolver a inteligência emocional requer tempo. Logo, não há um prazo curto para estabelecer o equilíbrio entre razão e emoção. Todavia, em caso de qualquer sinal de instabilidade e dificuldade no desenvolvimento, não hesite em procurar a ajuda de um profissional da psicologia. Afinal, o psicólogo está devidamente preparado para orientar, com melhor destreza, a jornada que envolve a busca pelo desenvolvimento da IE.

Por fim, que tal dividir este conteúdo com as pessoas que se interessam pelo tema? Basta compartilhar o link deste artigo nos grupos de WhatsApp, Telegram e redes sociais, sempre marcando seus amigos que desejam conhecer mais sobre inteligência emocional.

01 jul 2021

As melhores ferramentas digitais para usar o método Pomodoro

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O uso do método Pomodoro como ferramenta de gestão de tempo continua sendo bem visto. Inventada há cerca de três décadas, essa metodologia permanece atual e eficiente.

Em sua forma clássica, a técnica Pomodoro funciona em ambiente analógico. Nesse sentido, são necessários objetos como, temporizador, bloco de anotações, entre outros. Com o avanço da tecnologia, no entanto, há formas digitais de utilizarmos esse recurso tão agregador em nosso dia a dia. Neste artigo, inclusive, você confere as melhores formas para usar o método Pomodoro em ambiente online.

Vamos lá?

 

Como utilizar o método Pomodoro

Para usar o método Pomodoro, você precisa dividir o fluxo de trabalho em blocos de concentração intensa. Dessa forma, é possível melhorar a agilidade do cérebro e estimular o foco na execução das tarefas. Basicamente, o passo a passo para fazer isso é:

  • Preencha uma To do list;
  • Escolha por qual tarefa vai começar;
  • Divida o tempo em períodos de no mínimo 25 minutos (esses são chamados “Pomodoros”);
  • Trabalhe sem interrupções durante esses períodos;
  • Quando o timer indicar o fim do primeiro Pomodoro, pare de trabalhar e marque o status da tarefa;
  • Faça um breve intervalo de 5 minutos;
  • Comece um novo Pomodoro;
  • A cada quatro pomodoros, faça uma pausa maior (entre 15 e 30 minutos) para descansar.

As medidas de tempo acima são as sugeridas no método clássico. Você tem autonomia para encontrar as durações ideais dos seus períodos de descanso e dos seus Pomodoros.

Até aqui, podemos dizer que o uso de ferramentas rudimentares faz essa aplicação do método Pomodoro ser relativamente engessada. Felizmente, no entanto, há formas digitais para utilizarmos essa técnica em nosso dia a dia. Continue por aqui, pois, o melhor desta nossa conversa está por vir.

 

5 aplicativos ou sites para usar o método Pomodoro

Na era da internet das coisas, não há motivos para usarmos timers analógicos. Afinal, essa moderna tecnologia promove a interconexão de objetos do cotidiano com a web. Logo, até mesmo as experiências mais triviais são devidamente automatizadas. Abaixo, você confere sites e apps para usar o método Pomodoro.

 

1. Pomello

Que tal um aplicativo que ofereça uma das melhores ferramentas de gerência de projetos com a mais eficiente das técnicas de gerenciamento de tempo? É exatamente esse serviço que o Pomello oferece! Nesse sentido, o app faz a conexão entre a precisão do método Pomodoro e a organização cirúrgica dos cards do Trello.

O serviço está disponível como extensão do Google Chrome. Além disso, há aplicativos habilitados para Linux, macOS e Windows. Por fim, é importante você saber que o Pomello oferece planos gratuitos e pagos. Logo, avalie o grau de suas necessidades e faça sua escolha.

 

2. Tomato Timer

Eis o jeito mais prático de se usar o método Pomodoro. O Tomato Timer é, na real, um temporizador gratuito, que funciona diretamente pelo navegador.

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Bastante intuitiva e básica, a ferramenta notifica quando os ciclos de 25 minutos e intervalos são finalizados. O ponto fraco, no entanto, é a ausência de recursos para elaborar to do lists.

 

3. Pomodoro Timer

Pensa num aplicativo que é funcional, trabalhado no minimalismo e que funciona em uma única tela? Além disso, esse mesmo app tem todas as funcionalidades necessárias para utilizarmos o método Pomodoro. Sensacional, concorda? A boa notícia… é que esse serviço existe e se chama Pomodoro Timer.

Disponível para Android, o download do Pomodoro Timer é gratuito. Todavia, o usuário pode fazer compras no aplicativo. O mesmo desenvolvedor oferece uma versão para iOS relativamente limitada, quando comparada ao sistema operacional concorrente.

 

4. Pomodoro® APP

Este é o produto oficial do método Pomodoro. Em outras palavras, é o serviço disponibilizado no próprio site do criador da técnica, o consultor de negócios Francesco Cirillo. Bastante clean e intuitiva, essa ferramenta mostra os diferentes estágios da execução da tarefa. Além disso, reproduz os sons de um temporizador analógico, ou seja, temos um toque vintage.

O Pomodoro® APP é de uso gratuito. No site do produto, no entanto, o usuário pode comprar mentorias, consultorias e treinamentos ministrados por Cirillo. Exemplo de profissional de sucesso, ele transmite conhecimentos sobre gerência de tempo e desenvolvimento de projetos.

 

5. Focus To-Do: Pomodoro Timer e Lista de Tarefas

Esse é um dos aplicativos mais completos, quando o assunto é método Pomodoro. Em primeiro lugar, ele gerencia o tempo gasto na execução de tarefas, bem como os minutos de intervalo. Além dessas funções básicas, oferece ferramentas de criação de lembretes e gerenciador de tarefas. Dessa forma, o usuário não se desconcentra na hora de acessar as suas listas de projetos e de atividades.

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Sempre que termina um pomodoro, bem como ao término do tempo de descanso, o Focus To-Do: Pomodoro Timer e Lista de Tarefas envia notificações. Logo, não há desperdício de tempo e, tampouco, trabalho além do planejado. Outra função notável é a de personalização da duração da jornada, ou seja, é possível adaptar os períodos, para tornar a rotina cada vez mais focada e produtiva.

Ademais, o app oferece a função de planejar rotinas e controlar hábitos. Sendo assim, é possível identificar atitudes que precisam ser mudadas para que o trabalho renda os melhores resultados possíveis.

Por fim, o aplicativo funciona praticamente em todos os sistemas possíveis. No site do Focus To Do, você encontra os links para download. Desde já, saiba que é possível comprar itens no app.

 

Qual o melhor app para usar o método Pomodoro?

A listinha acima apresenta 5 sugestões práticas, eficientes e intuitivas de ferramentas para utilização do método pomodoro em ambiente digital. À sua maneira, cada um desses serviços tem seus benefícios e gargalos. Dito isso, o ideal é fazer testes e observar qual dessas ferramentas te atendem melhor. O mais importante, no entanto, é a consciência de que todas elas são realmente funcionais. Desde já, a equipe do Controle de Ponto Eletrônico Digital Genyo deseja sucesso, foco e produtividade para você!

18 jun 2021

Plano de carreira: o que é e quais são suas vantagens

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Se existisse um Wikipédia, ou um dicionário oficial sobre a gestão de pessoas, o plano de carreira seria um dos verbetes mais importantes e acessados. Essa relevância toda se dá por um motivo: trata-se de um tema imprescindível para o desenvolvimento do profissional e da empresa. Portanto, uma eventual visão de que o assunto defende apenas os interesses de um lado, já pode cair em desuso.

Neste artigo, te apresentamos informações essenciais para entender de fato o que é um plano de carreira. Além de bases conceituais, nossa conversa te apresenta alguns modelos que te ajudarão a conhecer o assunto de forma, digamos, sem “enrolação”. No final das contas, você terá segurança e bases necessárias para colocar essa metodologia em prática.

Prepare seu bloquinho de anotações, se aconchegue por aí e vamos para mais uma sessão de conhecimento.

 

O que é um plano de carreira?

O plano de carreira é um conjunto de caminhos bem estabelecidos que roteirizam a trajetória dos funcionários na empresa, alinhando-os aos objetivos da organização. Em outras palavras, é uma metodologia utilizada para criar uma sequência lógica de evolução profissional para cada colaborador na firma.

Essa ferramenta de gestão é essencial porque cria um propósito para cada cargo. Dessa forma, define valores, metas e objetivos que devem ser seguidos para que um colaborador possa aproveitar as oportunidades que surgirem na empresa.

 

Os benefícios que o plano de carreira traz para a empresa e para o funcionário

Como permite que a empresa compreenda seus setores de forma separada, esse tipo de planejamento ajuda a manter a organização do fluxograma. Além disso, proporciona economia com treinamento e seleção, já que facilita a identificação de quem deve ser treinado para ocupar um novo cargo.

O plano de carreira também evita demissões desnecessárias, uma vez que cada funcionário conhece o caminho que deve seguir. Por consequência, há menor abertura para deslizes e, dessa forma, o fluxo de crescimento fica bem mais organizado.

Já para o funcionário, o planejamento traz motivação. Em outras palavras, o colaborador se sente motivado e comprometido a exercer suas funções sempre buscando os melhores resultados. Isso se dá porque, conhecendo os rumos da carreira, o trabalhador se esforça para vencer todas as etapas da jornada. Dessa forma, os profissionais se sentem confiantes e capacitados para ocupar cargos melhores em um futuro próximo.

Por fim, em razão de ter um perfil integrativo, ajuda a humanizar a relação entre gestores e subordinados.

 

6 modelos de plano de carreira

Diante de suas demandas, o cenário corporativo se viu na necessidade de elaborar um menu de planos de carreira. Nesta etapa do artigo, vamos trabalhar com os planejamentos mais comuns na realidade do mercado de trabalho brasileiro. Antes de tudo, no entanto, observe na imagem abaixo uma ilustração que facilitará o entendimento.

Conseguiu ter uma ideia de como é cada tipo de plano? Então, agora, você conhece um pouco sobre as características de cada um deles.

1. Carreira em linha

O plano de carreira em linha não abre muitas possibilidades para mudanças de área. Os cargos e níveis hierárquicos são pré-estabelecidos. Em muitos casos, as promoções são automáticas, em função do “tempo de casa”. Isso ocorre, por exemplo, nas instituições militares ou no serviço público.

2. Carreira paralela

O plano de carreira paralela é bem similar ao modelo de carreira em linha. Seu diferencial, no entanto, é a possibilidade de funcionários com perfil para cargos de liderança terem maiores chances de seguirem em ramos hierárquicos separados. Empresas que usam a seleção de trainees, por exemplo, costumam usar um plano de carreira paralela.

3. Carreira horizontal

O plano de carreira horizontal não conta com a possibilidade de ascensão no nível hierárquico. Isso acontece, por mais que possa parecer injusto, quando não existe esse tipo de divisão na empresa. Em outras palavras, todos os cargos estão no mesmo nível e, por consequência, só há evolução nas tarefas e nas responsabilidades em determinada posição.

É preciso esclarecer, entretanto, que há benefícios nesse modelo. Nesse sentido, a organização adota políticas de aumento salarial, mas desde que o profissional apresente um alto nível de desempenho. Por fim, para que a carreira horizontal funcione, é importante traçar metas e objetivos para que todos tenham possibilidades de entregar altas performances.

4. Carreira em Y ou Plano de carreira bifurcado

Também chamado bifurcado, o plano de carreira Y tem características mais permissivas. As empresas que adotam esse modelo permitem que o profissional escolha qual trajetória seguirá na empresa: a área técnica ou a ascensão em cargos de gestão. De certa forma, essa opção valoriza o trabalho daqueles que optam por trocar cargos de gestão por trabalhos técnicos e operacionais.

5. Carreira em rede

O plano de carreira em rede proporciona maiores possibilidades para os colaboradores por ter mais variedade de cargos ofertados para o profissional. Logo, trata-se de uma excelente opção. Afinal, o profissional pode ter a oportunidade de atuar nas funções que tenha mais engajamento e alta performance.

6. Carreira em W

O plano de carreira em W intenciona dar flexibilidade e dinamismo aos colaboradores. Nesse sentido, um mesmo funcionário pode, por exemplo, cuidar das próprias tarefas e simultaneamente exercer papel de liderança em outra equipe. Apesar da mobilidade entre funções, esse modelo contempla apenas dois caminhos simultâneos: especialista técnico e gerencial.

De acordo com o posicionamento da carreira em W, o mercado precisa de especialistas que compreendam o funcionamento de uma empresa como um todo. Logo, esses profissionais precisam dominar a parte técnica, além de saberem como tomar outras decisões. Portanto, esses colaboradores são multidisciplinares e estão preparados para assumirem atribuições que envolvam mais de uma área.

 

Qual o melhor tipo de plano de carreira?

Se você chegou até aqui, certamente tem uma noção bem mais ampliada sobre o tema “plano de carreira”. Com uma rápida conta, deu para observar se a sua gestão utiliza o modelo de planejamento mais adequado para a realidade da empresa.

Quem ainda não adotou essa ferramenta de gestão, ganhou motivos de sobra para refletir sobre o assunto. Em suma, o conhecimento está em suas mãos! Desde já, a equipe do Controle de Ponto Digital Genyo deseja sucesso nos seus processos de implementação.

14 jun 2021

Feedback: o que é e para que serve na empresa?

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A cultura do feedback é indispensável no meio corporativo há alguns bons anos. Apesar de ser muito mais do que uma tendência, no entanto, muitos profissionais ainda se confundem um pouco ao lidarem com esse tema.

Se esse assunto ainda te deixa um pouco perdido, este artigo é tudo o que você precisa ler hoje. Nesse sentido, vamos conversar sobre conceitos e tipos de feedbacks, bem como faremos uma reflexão sobre essa ferramenta de avaliação tão importante para a gestão de pessoas.

Dito isso, acomode-se por aí e se prepare para consumir um conhecimento que vai abrir seus horizontes.

Vamos lá?

 

O que é feedback na empresa?

Bastante popular no cenário corporativo, a palavra feedback faz parte do vocabulário da língua inglesa. Em tradução livre, assume significados como, “avaliação”, “comentário”, “opinião” e “retorno”. Nesse sentido, esse termo é incorporado ao idioma português para expressar um determinado ponto de vista.

Cortando para a ‘to do list’ de um gestor de pessoas, o feedback na empresa é uma forma de avaliar e opinar sobre a realização de uma tarefa. O foco dessa avaliação está no resultado em si, bem como no desempenho do avaliado. Em síntese, a ideia é fazer análises profundas para que, em feedbacks futuros, as constatações possam ser utilizadas na busca por performances cada vez melhores.

A definição de feedback conforme conhecemos atualmente, ou seja, sinônimo de avaliação de pessoas, surgiu em meio à recuperação da economia após a Segunda Guerra Mundial. O primeiro conceito desse termo, no entanto, data de cerca de 100 anos antes, isto é, o período final da Revolução Industrial. Naquela época, “feedback” estava relacionado ao processo de “retroalimentação”. Dessa forma, era a palavrinha que definia como a produção de energia, movimento e sinais de saída retomavam ao ponto inicial em um sistema mecânico.

 

Quais são os tipos de feedback?

Conforme você confere abaixo, existem quatro tipos de feedbacks. Apesar de relativamente opostos, no entanto, todos são complementares e, inevitavelmente, serão utilizados em algum momento.

Todos eles possuem em comum a necessidade de atentarmos para o tom da conversa. A comunicação deve ser assertiva, bem como discreta, pois não há necessidade de expor “defeitos” de qualquer pessoa. Portanto, acompanhe a leitura e, por consequência, saberá como e quando aplicá-los.

Feedback corretivo

Em primeiro lugar, precisamos esclarecer o porquê desse feedback não fazer parte do “feedback negativo”. O motivo é totalmente pertinente, pois a intenção é propor uma avaliação que aponte quais aspectos devem ser corrigidos, melhorados e mudados. A intenção aqui é corrigir algo e não punir.

O feedback corretivo, conforme dito linhas acima, serve para elencar os pontos que precisam ser melhorados. Nesse sentido, podemos pensar em comportamentos inadequados ou algo que cause impacto negativo em algum aspecto do dia a dia no trabalho. Em suma, essa análise é o ponto de partida quando há a necessidade de se mudar um comportamento.

Feedback negativo

Assim como quase tudo no universo, o cenário organizacional também tem suas dualidades. Logo, eventualmente, as coisas não saem conforme o planejado e, por consequência, os resultados não serão os melhores. E é aí que entra em cena o feedback negativo.

Ele é dado para corrigir alguma ação que não está alinhada aos objetivos da empresa. É muito importante, no entanto, ter atenção total para que um feedback negativo não vire uma chuva de críticas que possam diminuir o funcionário. O posicionamento aqui é mostrar ao colaborador o que fazer para corrigir erros de percurso e, consequentemente, ter melhores desempenho e resultados.

Feedback informal

Esse feedback acontece quando a liderança demonstra sua avaliação sobre as atividades realizadas pelos colaboradores ao longo do dia. Isso se dá, por exemplo, com um elogio por uma tarefa feita com sucesso, ou até mesmo um e-mail parabenizando a equipe pelo empenho.

O feedback informal pode ser realizado a qualquer momento. Sua característica mais marcante, portanto, é acontecer de modo que não interfira na rotina de trabalho e nem na produtividade do time. Na dúvida, durante o intervalo intrajornada, chame o liderado para um café e faça um elogio.

Feedback positivo

Esse feedback tem o objetivo de enaltecer um comportamento que desejamos que seja perene. Quando alguma realização de um determinado colaborador causa impacto positivo, é justo que ele receba um reconhecimento. Dessa forma, o funcionário se sentirá estimulado a repetir o comportamento. Caso haja omissão por parte da empresa, o procedimento sadio pode acabar caindo no ostracismo.

Para o funcionário, é indispensável saber se está cumprindo seu papel de maneira eficiente. Afinal, quando as atitudes trazem resultados, o funcionário tende a aumentar o engajamento com as cores da empresa. Em outras palavras, a sensação de que “pisa em ovos” não é das mais salutares.

 

A importância do feedback para o crescimento da empresa e do funcionário

No final das contas, o feedback é muito mais do que uma ferramenta do departamento de gestão pessoal. Dessa forma, podemos pensar nesse recurso como um instrumento de comunicação essencial para que todos na empresa compreendam se estão na direção certa. Em outras palavras, estamos lidando com um GPS para direcionar se a firma e os funcionários estão próximos da realização de objetivos e sonhos.

Abaixo, você confere alguns benefícios que a cultura do feedback traz para a empresa:

  • Aumento da confiança e da produtividade da equipe;
  • Diminuição do turnover;
  • Melhoria na qualidade de produtos, processos e serviços;
  • Humanização da relação entre empregador, líder e liderado;
  • Ajuda a tornar a empresa um lugar melhor para se trabalhar.

Como o sistema organizacional é uma via de mão dupla, é preciso entender os benefícios que o feedback proporciona para o colaborador.

  • Identifica e aperfeiçoa ainda mais os pontos fortes;
  • Reconhece pontos fracos e descobre como convertê-los em aprendizado;
  • Potencializa o desenvolvimento do marketing pessoal;
  • Incentiva algumas habilidades que promovem o crescimento profissional, como os 5 pilares da inteligência emocional;
  • Aumenta a motivação e engajamento.

Por fim, é inegável a relevância do feedback para o crescimento da empresa, bem como para a evolução profissional do colaborador. Logo, se por aí essas análises ainda não fazem parte do cotidiano, fica a sugestão de amadurecer os processos de implantação. Desde já, a equipe do Controle de Ponto Digital Genyo deseja sucesso e se coloca à disposição para te ajudar com qualquer dúvida.

07 jun 2021

15 mandamentos de como ser um bom líder

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O bom líder sabe dar feedbacks, bem como consegue distribuir tarefas. Além disso, é pontual, inspirador e transmite confiança aos liderados. Essas características, de fato, são indispensáveis. Porém, será que elas suficientes para formar o mentor mais excelente o possível para uma equipe?

A resposta para o questionamento acima é tão clara como a luz do sol, ou seja, só pode ser “não”. Além dessas qualidades, o gestor de um time precisa ter algumas práticas na ponta dos dedos. Neste artigo, inclusive, você confere 15 mandamentos essenciais para ser um bom líder.

Para dar doses de dinamismo à conversa, propomos uma divisão de conteúdo bem interessante. Primeiramente, veremos o que fazer. Em segundo lugar, conforme você pode imaginar, apresentaremos gestos que a liderança de qualidade elevada não pode cometer.

Vamos lá?

 

10 mandamentos do bom líder

Seja lá qual for o tipo de liderança praticado em uma organização, o bom líder deve seguir alguns mandamentos. Abaixo, você confere 10 dessas premissas que combinam com qualquer modelo utilizado para liderar.

1. Ser acessível

Logo no primeiro mandamento, precisamos tocar em um dos vários aspectos que separam “chefia” de “liderança”. Dito isso, vamos lembrar da época em que ficar isolado no escritório fazia parte do pacote de ser chefe. Naquela realidade, o papel do gestor de equipe era mais dar ordens e cuidar das burocracias.

O fato retratado acima não é dos mais modernos, concorda? Dito isso, corta para o meio corporativo atual e dê uma boa olhada na imagem abaixo:

Em tradução livre, temos o personagem falando “sou todo ouvidos”. E é exatamente esse posicionamento que o bom líder deve assumir, ou seja, é preciso estar disponível para os liderados. Essa acessibilidade estreita laços de confiança e, por consequência, aumenta o engajamento e possibilita melhores resultados.

2. Ter paciência

Esperar resultados imediatos é um dos piores males que um líder pode cometer. Em outras palavras, o gestor precisa exercitar a paciência, isto é, acreditar nos planejamentos de médio e longo prazo.

3. Saber onde concentrar energia

Entre outras qualidades, o bom líder precisa dominar os fundamentos da inteligência emocional. Por sua vez, a pessoa emocionalmente preparada não perde tempo desperdiçando pensamentos com coisas que não pode gerenciar. Nesse sentido, o gestor de alta qualidade não gasta energia pensando no trânsito engarrafado, ou nas bruscas mudanças de temperatura, por exemplo.

4. Manter o otimismo: o bom líder nunca abaixa a cabeça

Nesse fundamento, entenda o otimismo por dois pontos de vista. O primeiro é manter os liderados animados diante dos desafios, eventuais mudanças e busca por resultados. É preciso ter pensamento positivo, resiliente e empático, por exemplo.

Já o segundo, mas não menos importante, é se manter otimista quando algo não planejado acontecer. Nesse sentido, não abaixe a cabeça se um resultado for aquém do esperado. Além disso, não deixe o clima ficar pesado caso a equipe fique desfalcada de um membro, pois, o mercado está cheio de talentos.

5. Criar planos executáveis

Metas e expectativas, de fato, são saudáveis para o planejamento e enchem os olhos de todos. Afinal, sempre é positivo trabalhar com fatores que nos impulsionam e nos ajudam a desenhar resultados. Porém, a boa liderança deve fazer da moderação um fundamento de cabeceira. Sendo assim, jamais trace planejamentos que estejam fora da realidade do que a empresa e a equipe podem entregar.

6. Assegurar recursos

O bom líder tem o dever moral de respaldar os seus liderados. Nesse sentido, a referida cumplicidade é garantir que a equipe terá todos os recursos necessários para desenvolver o planejamento. Logo, o grande líder deve estar pronto para garantir infraestrutura e matéria-prima, bem como para elaborar políticas salariais justas e adimplentes.

7. Não ser obstáculo – o bom líder cria pontes e não muros

Foi-se o tempo em que liderar era sinônimo de “controle total de tudo e de todos”. No meio corporativo atual, o gestor de equipes não pode carregar a obrigação de dar a palavra em todos os processos. Logo, é necessário fortalecer laços de confiança com os liderados, por consequência, desenvolver o hábito de delegar.

8. Desenvolver boa comunicação

A comunicação assertiva é um dos alicerces para qualquer tipo de relacionamento, sobretudo o profissional. Sendo assim, a liderança que não sabe se comunicar, acaba sendo ineficiente.

Então, cabe ao bom líder manter tudo em “pratos limpos” com seus liderados. Entre outras ferramentas, é prudente promover reuniões One-On-One e implantar a cultura do feedback. Sempre é bom relembrar que as críticas nunca devem ser feitas em público, bem como as cobranças devem ser firmes e, simultaneamente, educadas. Nota mental: ouvir mais e falar menos, em certos momentos, é imprescindível.

9. Ser conciliador

O gestor virtuoso tem carisma, capacidade de argumentação e imparcialidade para resolver eventuais conflitos internos. Toda empresa está sujeita às eventuais divergências, de fato. Porém, cabe a liderança encontrar formas para fortalecer a coexistência pacífica entre ideias e pessoas diferentes.

10. Nunca temer mudanças

O bom líder compreender que “o novo sempre vem”, como diz a composição de Belchior. Dessa forma, o sucesso da gestão de pessoas está totalmente relacionado às mudanças – desde que elas se alinhem aos interesses da empresa. Em outras palavras, o bom líder precisa estar disposto a replanejar, rever conceitos e mudar tudo que preciso for.

 

5 mandamentos que um bom líder não pode seguir

Agora que você sabe quais posturas deve adotar, chegou o momento de compreender o “outro lado da moeda”. Sendo assim, confira o que não fazer para exercer o papel de liderança com alto padrão de qualidade.

1. Desistir depois do primeiro fracasso

Nem mesmo a liderança de sucesso está livre dos tropeços. Afinal, o mercado é volúvel e imprevisível. Dessa forma, o cenário pode repentinamente mudar e travar a fluidez de um determinado planejamento.

Se eventualmente isso acontecer, é preciso “recolher os cacos”, analisar o que deu errado e corrigir o percurso. O verbo desistir precisa ser riscado do dicionário do gestor.

2. Invejar o sucesso alheio

O grande líder reconhece e valoriza o sucesso da concorrência. Ao invés de torcer contra, é melhor se espelhar nos pontos positivos nos cases de sucesso ou nos reposicionamentos dos “rivais” no mercado.

3. Promover reuniões impensadas

Já ouviu falar em “reuniões que poderia ser uma troca de e-mail”? E das reuniões que todo mundo fica com cara de paisagem? Então, essas situações acontecem com muita frequência nas empresas.

Em quaisquer das situações acima, uma incalculável perda de tempo é o resultado, bem como a equipe ganha assunto para alimentar a famigerada “rádio corredor”. Portanto, as reuniões só devem acontecer quando realmente forem necessárias. Além disso, informe a todos a pauta da reunião e prepare um roteiro para a conversa não perder rumos.

4. Repetir erros – o bom líder é vigilante

Eu erro, tu erras, eles erram… todo mundo erra! O que não pode acontecer, no entanto, é repetir os mesmos velhos erros e até mesmos comportamentos errantes. A liderança, portanto, precisa observar bem ao redor e se dar ao luxo de não repetir nada que deu errado.

5. Não saber dizer “não”

A relação entre o bom líder e o liderado é trabalhada em fundamentos como, por exemplo, a liberdade e confiança. Porém, não é prudente ser permissivo demais, pois, há ideias que são impraticáveis ou até mesmo nocivas para a empresa em si. É importante ouvir todos os argumentos, mas é mais importante ainda é dizer “não”, quando necessário for.

Se você chegou até aqui, já tem mãos 15 mandamentos que ajudam nos processos de construção de um bom líder. Além deles, a equipe do Controle de Ponto Digital Genyo recomenda que a liderança também seja empática, tenha criatividade e passe por constantes processos de renovação. Até uma próxima!

01 jun 2021

Síndrome do impostor: será que você é uma fraude?

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“Cheguei nesse cargo por causa de contatos”, “com sorte, não serei demitido quando voltar de férias”, “sou desqualificado para meu trabalho”. Se esses tipos de pensamentos te tiram o sono, ou até roubam o seu tempo, saiba que você apresenta sérios sintomas de síndrome do impostor.

Quando somadas ao medo, as práticas de auto sabotagem descritas acima impedem o profissional de reconhecer as próprias conquistas, mesmo que elas sejam salientadas em feedbacks. Em outras palavras, esse conflito psicológico faz o indivíduo acreditar que seu sucesso é fruto da sorte ou da ajuda de terceiros.

Daqui do trabalho em home-office, este que vos escreve consegue ouvir você pensar em voz alta: “me identifico com esse quadro”. Portanto, se posso te dar um conselho, o mais sensato é conferir o presente artigo até o final.
Se assim for, sua bagagem de conhecimentos estará preparada para lidar com um tipo de situação que impede a evolução de um número incontável de profissionais.

Segue o fluxo!

 

O que é a síndrome do impostor

À primeira vista, e de forma intuitiva, nós associamos o nome “síndrome do impostor” a algum transtorno mental ou comportamental. Apesar de sua seriedade, no entanto, essa condição não está catalogada na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Porém, essa falta de oficialização em nada diminui o grau de preocupação que devemos dedicar a esse fenômeno.

Em síntese, é preciso entender que a síndrome do impostor é um estado psicológico que induz a autossabotagem. Nesse sentido, o indivíduo cria armadilhas mentais que o induzem a ter uma autopercepção de competência ou falsidade intelectual. Esses sentimentos de insuficiência e de inferioridade são alimentados por ansiedade, bem como pelo medo das avaliações e do fracasso.

 

Como saber se tenho a síndrome do impostor?

A sensação de ser uma fraude profissional é bem mais comum do que você pode pressupor. De acordo com pesquisas recentes, 70% dos indivíduos sentem na pele os efeitos da síndrome do impostor em algum momento da carreira. Esse fenômeno, inclusive, já assombrou pessoas como o ator Tom Hanks, a pop star Jennifer Lopez e a escritora Michelle Obama – sim, a ex-primeira dama dos Estados Unidos.

O que essas personalidades citadas acima têm em comum? A resposta é bem simples: todas são exemplos de sucesso em suas atividades profissionais. Portanto, não pense que sua carreira será sepultada caso se identifique com os sintomas que veremos a seguir.

 

6 sinais para identificar a síndrome do impostor

As pessoas que desenvolvem o receio de ser uma farsa, inevitavelmente, acabam desenvolvendo alguns mecanismos de defesa. Afinal, eles são as formas mais fáceis de lidar com o sentimento de insegurança. Abaixo, você confere quais são esses sinais.

 

1. Autossabotagem

O indivíduo com essa desordem enxerga o fracasso como algo inevitável, quase certeiro. Impulsionado pela ansiedade, começa a mover todas as peças para minar e inviabilizar as suas próprias conquistas.

2. Autodepreciação

Se autodepreciar não é olhar para o espelho e dizer que não “consegue enxergar a beleza física”. Em síntese, estamos falando de excesso de autocobrança, intolerância às próprias falhas e necessidade de agradar a todos. Essa trinca faz com que os supostos impostores acreditem que não são bons o suficiente, bem como não merecem o sucesso conquistado.

3. Medo de exposição

Por medo de ser descoberto, avaliado, julgado e sentenciado com críticas ou carta de demissão, o indivíduo com síndrome do impostor opta pela discrição. Em outras palavras, há uma intensa tentativa de passar despercebido e evitar exposições.

Esse auto isolamento faz com essas pessoas raramente dividam suas apreensões com terceiros, justamente por receio de que os outros venham a concordar com sua suposta incapacidade.

4. Esforço exagerado

Nesse sinal de síndrome do impostor é importante não associar “esforço exagerado” com ser workaholic. Aqui, estamos lidando com a hercúlea obsessão por mostrar resultados que justifiquem o sucesso e eliminem quaisquer dúvidas acerca da capacidade da pessoa.

5. Procrastinação

O suposto impostor cultiva o hábito de adiar tarefas e compromissos. Essa procrastinação não é por preguiça. Na verdade, ela é mais associada ao esforço exagerado para apresentar resultados que não sejam insatisfatórios e duramente criticados.

6. Comparação com os outros

A pessoa que sofre com a síndrome do impostor, inevitavelmente, vive em constante comparação com os outros. Não por inveja, mas para provar a si mesma que não é talentosa e merecedora o suficiente.

Esse complexo de inferioridade também é potencializado por uma tentativa de usar habilidades sociais para agradar aos outros, e não a si. Logo, ainda que o esforço para impressionar funcione, a negação acaba sendo a reação mais comum. Sendo assim, surge a crença que o elogio é uma mera consequência da empatia.

 

Conclusão sobre ser uma fraude profissional

Já que chegou até aqui, certamente percebeu que estamos lidando com um tipo de desordem que pode acontecer com todos nós. Antes de mais nada, portanto, saiba que a síndrome do impostor não faz de você uma fraude. Por isso, nós da equipe da Genyo recomendamos a você que faça uma reflexão sobre o conteúdo deste artigo.

Agora, então, vamos à pergunta que não quer calar: será que há maneiras de lidar com essa questão antes que o talento vire um fracasso retumbante? Sim, claro que é possível. A conversa sobre como lidar com essa síndrome, no entanto, ficará para um próximo post.

Por fim, mas não menos importante, que tal compartilhar o link deste post com as pessoas que possivelmente se identificam com esse estado psicológico? Neste exato momento, muitos profissionais competentes podem estar enfrentando essa situação sem nem mesmo saber que ela existe. Nesse sentido, uma boa leitura costuma funcionar como ponto de apoio e alento.

03 maio 2021

7 tipos de liderança: descubra qual é o seu

tipos de liderança

Os tipos de liderança conhecidos no meio corporativo dizem bastante do DNA da gestão de pessoas aplicada em uma determinada empresa. Afinal, cada um desses modelos de líderes possuem suas características individuais, bem como vantagens e desvantagens. Nesse sentido, é importante conhecer cada um dos estilos dos líderes.

Este artigo apresenta um raio-x sobre cada um dos 7 tipos de lideranças. O objetivo deste post é oferecer base teórica para dois tipos de análises:

  1. O empregador entenderá com mais clareza qual o perfil de liderança mais atua em sua organização.
  2. O líder poderá fazer sua autoanálise e, por fim, compreender como tem desenvolvido seu trabalho.

Assim sendo, logo nesse primeiro momento, você já sabe qual luz deve conduzir a sua leitura. Logo depois que terminar o post, você entenderá se há necessidade de modificar o modus operandi da gestão de pessoas praticada na sua empresa.

Vamos lá?

 

Quais são os tipos de liderança?

Apesar de distintos, alguns dos tipos de liderança são relativamente complementares. Alguns métodos são mais lights, enquanto outros são mais conservadores.

Seja como for, no entanto, cada um desses 7 modelos existentes são indispensáveis para entender o papel da liderança nas organizações. Abaixo, você confere cada uma das lideranças conhecidas no meio corporativo.

 

1. Liderança autocrática

A liderança autocrática concentra o poder nas mãos do líder. Cabe a esse profissional as rédeas da situação, ou seja, a palavra final.

Nessa gestão, liderança e liderados possuem uma relação vertical. Nesse sentido, os colaboradores que estão abaixo na hierarquia têm pouca voz sobre as etapas dos processos.

 

Vantagens da liderança autocrática
  • agilidade para a tomada de decisão;
  • gestor assume o controle dos processos;
  • equipe mais especializada e focada;
  • proximidade do líder pode aumentar a produção.
Desvantagens da liderança autocrática
  • ausência da liderança pode diminuir a produção;
  • o líder é visto como um “chefe mandão”;
  • as ideias dos colaboradores não são ouvidas;
  • centralização do poder sobrecarrega o gestor;

O gestor pode, por exemplo, determinar o horário do intervalo intrajornada dos funcionários. Por mais que seja feita uma consulta para saber que horários funcionam melhor, não há votação. Logo, a decisão final fica a cargo do líder.

 

2. Liderança carismática

Uma liderança carismática é aquela que consegue engajar seus colaboradores, inspirando-os a aprimorar suas próprias performances. Além disso, o lado pessoal é separado do profissional e, por consequência, o foco no trabalho é potencializado.

O gestor carismático tem a simpatia de todos e consegue penetrar nas emoções daqueles que o cerca. Nesse sentido, sua figura serve de inspiração para que esses seguidores dediquem-se mais e estejam sempre incentivados a apresentar novas ideias.

Vantagens da liderança carismática
  • notável competência na resolução de conflitos;
  • fidelidade da equipe para com o gestor;
  • engajamento do trabalhador;
  • bons resultados sem o líder fazer “linha dura”.
Desvantagens da liderança carismática
  • carisma do gestor é mais visto que suas competências técnicas;
  • dificuldade em dar feedbacks negativos;
  • figura de “amigo” do líder pode deixar o profissionalismo em segundo plano;
  • clima amistoso induz a imparcialidade em alguns julgamentos.

Outra característica emblemática de um gestor carismático é sua dedicação com os colaboradores. Nesse sentido, o líder auxilia diretamente cada liderado na lapidação de suas talentos e na correção das suas deficiências profissionais.

 

3. Liderança democrática

Dos tipos de liderança existentes, o democrático é o que mais incentiva a participação da equipe em todas as etapas dos processos de trabalho. Nesse sentido, o líder é aberto às sugestões, bem como às opiniões e contribuições dos liderados. Assim sendo, as responsabilidades são igualmente distribuídas e os colaboradores têm voz ativa na tomada de decisões.

A liderança democrática tem como prioridade a satisfação, o bem estar e a motivação do time. Em suma, o líder democrático procura estimular os bons relacionamentos interpessoais, a comunicação assertiva e o desenvolvimento dos funcionários.

Vantagens da liderança democrática
  • interação real entre líder e equipe;
  • valorização dos esforços do time;
  • todos se sentem mais responsáveis pelos projetos;
  • times mais comprometidos com seus trabalhos.
Desvantagens da liderança democrática
  • lentidão nas tomadas de decisões;
  • funciona melhor com equipes mais experientes;
  • demandas podem ficar à deriva por falta de quem assuma a direção do projeto;
  • nem sempre a melhor ideia é a escolhida.

Em suma, se os adeptos da gestão autocrática apostam na relação verticalizada para com o liderado, o líder democrático prega a horizontalidade.

 

4. Liderança liberal ou Liderança laissez-faire

Também chamada laissez- faire (termo em francês, que significa “deixai fazer”), a liderança liberal é conduzida de maneira mais colaborativa. O poder é menos centralizado, ou seja, todos participam com ideias, sugestões e, por consequência, das decisões.

O gestor liberal confia no potencial do time e mantém certa distância dos desenvolvimentos do processo. Essa liberdade se dá porque o gestor entende que lidera pessoas maduras e independentes. Em outras palavras, a liderança laissez-faire opta por deixar os subordinados sem acompanhamentos constantes.

Vantagens da liderança liberal
  • aumento de confiança, satisfação e comprometimento;
  • abertura para o intraempreendedorismo;
  • menos burocracia e mais descentralização do poder;
  • mais conhecimento compartilhado.
Desvantagens da liderança liberal
  • enfraquecimento da figura do líder;
  • liberdade desponderada pode gerar desorganização no ambiente de trabalho;
  • baixa produtividade, em razão de um menor controle de qualidade;
  • pode comprometer resultados de curto/médio prazo.

Apesar da liberdade, a liderança liberal não peca pela omissão. Afinal, o gestor continua com suas atribuições, incluindo a palavra final.

 

5. Liderança motivacional

A liderança motivacional é trabalhada na empatia, na reciprocidade e, sobretudo, na inspiração. Esse gestor é o que mais busca detectar, valorizar e premiar os talentos de seus liderados. Sua habilidade mais notável é a capacidade de fazer uma leitura completa sobre cada um de seus liderados.

Vantagens da liderança motivacional
  • melhora do clima da organização e eleva a qualidade do trabalho em equipe;
  • aumenta o engajamento e, naturalmente, a produtividade;
  • fortalece a cultura do feedback, sempre buscando manter o liderado comprometido;
  • trabalha empatia e outros pilares da inteligência emocional;
Desvantagens da liderança motivacional
  • os discursos podem cansar a equipe em alguns momentos;
  • tarefas podem acabar tendo menor atenção do que os colaboradores;
  • postura popular potencializa o impacto negativo dos feedbacks de melhoria;
  • só funciona se todos do time estiverem comprometidos.

As pessoas são diferentes entre si, ou seja, cada indivíduo tem vontades e capacidades únicas, bem como limitações. A harmonia no clima organizacional só acontece quando os talentos são valorizados e as deficiências compensadas. O gestor motivacional desvenda essa equação e, por consequência, faz com que a equipe seja eficiente.

 

6. Liderança paternalista

De acordo com especialistas, o líder paternalista é o favorito entre os trabalhadores brasileiros. Nessa gestão, os laços entre liderança e liderados são bem estreitos. Nesse sentido, o relacionamento entre as partes é semelhante a uma relação de pai e filho. Logo, o gestor prioriza amizade, cooperação, equilíbrio, inspiração e proteção.

Para conquistar os melhores resultados, a liderança paternalista constrói um clima organizacional agradável, bem como preza por uma relação harmoniosa entre os colaboradores. Assim sendo, o gestor foca no indivíduo e nas suas emoções.

 

Vantagens da liderança paternalista
  • melhor gerência de conflitos;
  • incentiva relacionamento interpessoal;
  • semeia lealdade entre os colaboradores;
  • promove inovação e criatividade.
Desvantagens da liderança paternalista
  • dificuldade com feedbacks de melhoria;
  • ambiente pode ficar demasiadamente permissivo;
  • equipe pode estranhar cobranças necessárias;
  • falta de autonomia dos colaboradores.

O principal foco da liderança paternalista é suprir as necessidades dos colaboradores. A ideia é buscar entender as dores e demandas, bem como não medir esforços para atender cada uma delas. Dessa forma, os funcionários sentirão satisfação plena com o trabalho e com a organização.

 

7. Liderança técnica

Eis o líder que possui todo o conhecimento técnico e sabe mais do que qualquer membro da organização. Visto como profissional altamente qualificado, suas decisões são respeitadas e seguidas pelos liderados.

Os colaboradores trabalham com segurança, pois conhecem a qualidade inquestionável de seu líder. Em contrapartida, o foco no lado técnico pode inibir as habilidades comunicativas entre as partes e, por consequência, o laço emocional fica fraco.

 

Vantagens da liderança técnica
  • decisões muito respeitadas pela equipe;
  • liberdade para inovar e renovar;
  • colaboradores sabem aonde buscar soluções para eventuais problemas;
  • habilidade em delegar tarefas.
Desvantagens da liderança técnica
  • pode ser enxergado como “mandão”;
  • foco maior nas competências técnicas, e menor nas habilidades sociais;
  • eventual autoritarismo pode inibir novas possibilidades de modos operandi;
  • comodismo de alguns profissionais, que atribuem ao líder toda a responsabilidade.

Em síntese, o líder técnico conhece muito bem as tarefas que cada colaborador executa. Com esse conhecimento, consegue enxergar o potencial que cada um pode fazer pela empresa. Logo, você tem mais chance de obter uma equipe de alta performance.

 

Qual é o melhor dos tipos de liderança?

Se você chegou até aqui, certamente percebeu os prós e contras de todos os tipos de liderança. Qual é o melhor deles? A resposta é simples: todos possuem virtudes e falhas. Logo, cabe ao líder, bem como à empresa, fazer as ponderações necessárias e aderir o que há de positivo em cada um dos modelos de gestão.